Gato pode tomar banho? “Os gatos podem sim tomar banho”. É o que afirma a médica veterinária Cristiane Camarini Araújo, da Clínica Veterinária e Pet Shop Fauna, de Presidente Prudente. Mesmo sendo “autolimpantes”, os bichanos, principalmente os que têm a pelagem longa ou os que necessitam de banhos medicinais prescritos pelo médio veterinário, podem tomar banho, desde que com os cuidados necessários. “Gatos de pelagem curta e vida mais livre conseguem se manter limpos. Os que ficam dentro do ambiente doméstico geralmente são castrados e mais preguiçosos, até mesmo no quesito da própria auto-higiene”, explica Cristiane.
Mas, a veterinária alerta que é preciso utilizar produtos próprios para os felinos. “Produtos inadequados ou humanos podem causar queda de pêlos, dermatites - que seriam alergias ou feridas no corpo do animal. E se não fizer uma secagem adequada, pode ocasionar até mesmo uma pneumonia”.
A médica veterinária explica que existem alguns mitos sobre o banho dos gatos. Ela explica que alguns tomam banho desde filhotes, e acabam se acostumando com esse procedimento, mas dificilmente vão procurar locais com água como piscinas, chuveiros ou lagos por livre iniciativa. “No pet shop ouvimos relatos de gatos que entram no banheiro quando o tutor vai tomar banho e até entram no box, mas são exceções. Todo animal nasce sabendo nadar, mas o felino doméstico sempre vai evitar locais com muita água”.
Segundo Cristiane, depende muito de cada situação. “Se for por questão de estética, o período recomendado para gatos de pelagem longa é de dois meses, em casos de banhos medicinais pode até ser feito semanalmente, desde que seja com a supervisão do médico veterinário”.
A veterinária ressalta que é muito importante procurar um profissional especializado em banho e tosa de gatos, pois por terem uma pelagem mais oleosa, não deve ser utilizado condicionador após o xampu. “Os produtos utilizados devem ser próprios para o felino, o local do banho dever ser bem fechado e calmo, para evitar estresse e fugas. Também o cuidado na hora de secar é diferenciado, tudo para evitar que o gatinho se assuste”.
Ela acrescenta que existem produtos homeopáticos, florais e sprays calmantes e com feromônio, que minimizam a situação atípica para o bichano. “Em alguns casos, o veterinário vai precisar anestesiar o animal, mas somente quando for estritamente necessário mesmo”.
A escovação semanal da pelagem é recomendada pela veterinária, pois além de eliminar os pelos mortos, ajudam a não formar bolas de pelo no estômago, o que pode causar vômitos e desconforto.
Os gatos que vivem dentro de casa podem ter as unhas aparadas mensalmente, para evitar danos aos móveis e até mesmo machucarem o tutor.
Foto: Cedida
Médica veterinária Cristiane Camarini Araújo