Variante da Covid-19 tem os primeiros casos registrados em Dracena

Das 10 amostras analisadas, nove apontaram como sendo da variante P1, enquanto que a outra, cujo o resultado não comprovou a cepa, trata-se de outras linhagens

REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI

Data 05/03/2021
Horário 11:39
Foto: Freepik

A Prefeitura de Dracena divulgou hoje que foram confirmados casos da variante da Covid-19 no município. Das 10 amostras analisadas, nove apontaram como sendo da variante P1, enquanto que a outra, cujo o resultado não comprovou a cepa, trata-se de outras linhagens.

Conforme o Executivo municipal, o prefeito André Lemos (Patriota), que inclusive está internado para tratamento da Covid-19, havia solicitado para que a Secretaria Municipal de Saúde providenciasse exame visando à investigação quanto a variante P1.

Através de coleta feita pelo Laboratório São Lucas, as amostras foram enviadas à empresa Dasa -rede de laboratórios, em Barueri (SP).

“A variante foi identificada pela primeira vez no início de janeiro, em Manaus, e está ligada ao aumento do número de casos no estado do Amazonas e, também no município de Araraquara, como foi divulgado recentemente”, explica a Prefeitura.

“Embora existam centenas de variantes do coronavírus já identificadas no mundo, a variante brasileira P1 tem mutações que tornam o coronavírus mais contagioso e também mais resistente a anticorpos da doença, o que pode aumentar o número de casos inclusive entre as pessoas que já se recuperaram da Covid-19”. 

Variante muda plano de ação

Com a confirmação da variante da doença, o município adotará novas medidas. “Muda completamente todo o esquema de trabalho”, afirma Aline Damasceno, médica coordenadora da UTI Covid da Santa Casa de Dracena, que tem reunião agendada para hoje juntamente com outras equipes para tratar sobre o assunto.

“Iremos entrar em contato com o Hospital Emílio Ribas, procurar uma alternativa, saber um pouco mais a respeito dessa cepa”, explica.

“O comportamento dos pacientes, a evolução da doença é totalmente diferente e muito mais agressiva, isso já havia nos assustado com a evolução dos nossos pacientes”, lembra. “Requer um pouco mais de estudo e de cuidado da nossa parte”.

Ainda conforme a médica, o município tentará gerar um novo plano de ação para atender aos pacientes mais precocemente, a fim de intervir com antecedência.

“Todos nós estamos muitos cansados, é muito complicado ver tanta gente nova morrendo. Vamos precisar preparar a equipe para atender”, salienta a médica. “É uma cepa mais agressiva, tem uma facilidade maior de disseminação e uma letalidade maior pelo fato de ter mais facilidade de adentrar a célula humana”. 

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