Vacina, realidade!

OPINIÃO - Mauro Bragato

Data 20/01/2021
Horário 04:30

Há muitos anos o Brasil está entre os países que possuem um dos serviços de vacinação mais eficientes do mundo. A grande variedade e gratuidade de doses oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) transformou o país em referência no combate a doenças infeciosas e bacterianas. 
O desafio agora é colocar essa experiência em prática no combate à Covid-19. E o Estado de São Paulo já deu a diretriz, começando a imunização dos heróis e heroínas que atuam na linha de frente: profissionais da saúde que neste último ano travaram a dura batalha contra o vírus.
Todo processo será pautado por prioridades. No Brasil, a campanha começará com os profissionais da área da saúde, idosos, pessoas do grupo de risco, agentes de segurança e profissionais da educação, antes de abrir para a população geral. 
É importante reforçar que a vacina leva um período até fazer efeito. Por isso, todas as medidas de proteção devem continuar, como o uso correto de máscaras, distanciamento social, limpeza de mãos com álcool gel 70% para evitar a propagação da doença. 
Precisamos acreditar na ciência. Desde que a pandemia começou, poucos confiavam que o mundo produziria uma vacina eficiente para conter o avanço da Covid-19. Mas produzir bilhões de doses demora. Precisamos ser pacientes. Não vamos conseguir proteger as pessoas do planeta inteiro de uma só vez.
No Brasil, doenças como o sarampo, meningite, coqueluche, hepatite, entre outras, hoje estão controladas graças ao elevado índice de imunização, que chega a 90% das crianças já vacinadas. Mas, atualmente os números estão caindo com o aumento dos movimentos antivacinais. 
Assim como em qualquer doença infecciosa, a imunidade de rebanho para o coronavírus pode, em teoria, acontecer de duas formas: por meio da vacina ou naturalmente, quando uma grande parte da população é infectada e se torna imune. 
O fato é que as vacinas são instrumentos de proteção tanto individual quanto coletiva, e continuam sendo a forma mais segura e eficaz de prevenção, principalmente contra as doenças infectocontagiosas. 
Existe um receio natural de parte da população sobre o risco de se contaminar com a própria vacina. De fato existe, mas a chance é muito menor do que não receber o medicamento, mesmo porque a produção é feita com vírus inativados para inoculação em humanos, ou seja, o suficiente para ativar o sistema imunológico do corpo humano para começar a produzir anticorpos para aquela enfermidade. 
É fato que no momento e nesse ano passado, vivemos momentos difíceis. E é preciso que haja uma união entre agentes públicos e sociedade civil, acompanhando o avanço da ciência. Tudo aliado a políticas públicas eficientes e empatia da população, para trazer melhores dias para todos.
 

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