Transforma Energia é classificada como modelo de desenvolvimento sustentável

Secretário estadual de Meio Ambiente destaca tecnologia empregada em tratamento de resíduo sólido

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 01/06/2021
Horário 04:02
Foto: Comunicação Transforma Energia
Transforma Energia já conta com duas plantas industriais em operação comercial
Transforma Energia já conta com duas plantas industriais em operação comercial

Modelo interessante e bem estruturado. Esta é a avaliação do secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, em relação ao Centro de Valorização de Resíduos Sólidos implantado pela Transforma Energia na cidade de Caiabu - 20 km de Presidente Prudente. No último sábado, evento de apresentação das plantas industriais contou com a participação de empresários, representantes de diversos municípios e autoridades, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança devido à pandemia.
Primeira empresa brasileira a desenvolver um projeto que atende 100% do novo marco regulatório de tratamento e destinação final de resíduos, a Transforma Energia já conta com duas plantas industriais em operação comercial: a de grandes volumes, com capacidade de 20 toneladas por hora, e a de resíduos de construção civil, com capacidade de 75 toneladas por hora.
"Precisamos profissionalizar e transformar a questão do resíduo sólido em um empreendimento. E é isso que a gente vê com a Transforma Energia, privilegiando a economia circular, a geração de oportunidades e de renda, com algo que ainda chamamos de forma errada, de lixo. O resíduo tem que ser aproveitado e ser um grande gerador de desenvolvimento", comenta Penido, que também fez a entrega simbólica das licenças de operação das plantas, que já tinham sido emitidas pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Modelo sustentável

Ao analisar o empreendimento, Penido cita a Transforma Energia como modelo de projeto sustentável para ser "replicado". "É levar esse conceito para a região e expandir para que cada vez mais possamos nos orgulhar do desenvolvimento sustentável", pontua. "É um dos modelos a ser seguido, existem várias soluções e alternativas. Mas, o modelo aqui aplicado é perfeitamente replicável. É um modelo extremamente interessante, muito bem estruturado. Junto com outras alternativas que temos, pode ser a solução para a questão do resíduo sólido", complementa.
Até o começo de 2022, a empresa colocará em operação a planta de resíduos sólidos urbanos, além dos aterros sanitários. "Aqui se resume o conceito de desenvolvimento sustentável, o caminho traçado está certo. E a regionalização é a saída para os municípios", diz, ao falar sobre a destinação correta dos resíduos e prazos finais impostos pelo marco regulatório de tratamento e destinação final de resíduos.
O diretor-presidente da Transforma Energia, Felipe Barroso, enfatiza que a empresa sempre buscará o "reaproveitamento máximo" dos resíduos, visando o menor impacto ambiental possível. "A importância da presença do secretário em nosso empreendimento é dele reconhecer que a Central de Valorização de Resíduos é um caminho sem volta para o que tange sobre o tratamento e destinação final de resíduos, ou seja, buscar o reaproveitamento máximo do material que tem valor dentro do resíduo e dar a destinação final adequada com três objetivos: menor impacto ambiental, maior contribuição na questão social em termos de empregabilidade, arrecadação, fomento da economia na região, além da questão da economia circular, dando a oportunidade para que novas empresas e tecnologias sejam desenvolvidas em busca de competitividade maior", comenta.

Soluções mais avançadas

O secretário municipal de Meio Ambiente de Presidente Prudente, Fernando Luizari Gomes, destaca a rapidez da iniciativa privada em apresentar soluções tecnológicas mais avançadas. "A iniciativa privada tem a facilidade de andar mais rápido do que o poder público. Queremos exatamente isso, transformar o lixo em geração de energia. Lixo não é lixo, é luxo", frisa.
"É uma solução nova, vamos apreciar para que possamos ter a solução definitiva para o lixo de Prudente, seja ele na forma de transformação de energia ou de aterro sanitário, o que não pode mais é admitir que o lixo seja tratado como era anteriormente", reforça.
Segundo Luizari, empreendimentos privados serão a saída em relação ao fim do prazo para implantação de aterros sustentáveis. "Entendo que os prazos são muito curtos. Tivemos 20 anos para resolver a questão do lixo e nada foi feito. Empurraram a questão com a barriga. Hoje, a construção de aterro demandaria tempo superior àquele que está aí. Vejo com bons olhos a iniciativa privada, é a saída. Hoje, falar em uma construção de aterro demandaria mais alguns anos e nós não temos esse prazo".
Este é o mesmo pensamento compartilhado pelo prefeito de Álvares Machado e presidente do Cisorp (Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista), Roger Fernandes Gasques (PSDB). “Além do custo benefício para os municípios em não ter muitas despesas, vem para muitos de nós como um sonho. Estaremos deixando de enterrar o lixo, enterrar riquezas, para reaproveitar, gerando renda e emprego", diz. 
"Somos privilegiados por ter esse tipo de empreendimento na região. Nós, pelo consórcio, que trabalhamos para buscar recursos e amenizar esses custos para a população, vemos isso como uma alternativa. O consórcio foi classificado para realizar licitações e chamamentos em nível nacional. Se torna uma alternativa, a empresa poderá participar disso", revela.
Para o deputado estadual Mauro Bragato (PSDB), a operacionalização do complexo industrial da Transforma Energia pode poupar os municípios da região da árdua busca de recursos e possíveis endividamentos. "Eu penso que sim. Na medida que tem um investimento desse, o município não vai precisar buscar recursos para se endividar. O município vai ter que ser parceiro e trabalhar com esses investimentos aqui", sinaliza.
"Temos duas situações. A primeira é que o investimento está vindo para cá, em uma área que pouca gente investiu, gerando emprego e renda. Segundo, é a questão de a orientação dos municípios tratarem bem o meio ambiente. Isso é fundamental", acrescenta o deputado.
(Com Comunicação Transforma Energia)

Foto: Comunicação Transforma Energia

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