Sincomércio estima alta de até 80% nas vendas para o Natal

Segundo o presidente do sindicato, Vitalino Crellis, a data é importante não apenas para lojistas, mas também para gerar empregos

PRUDENTE - SANDRA PRATA

Data 06/11/2018
Horário 06:54
José Reis - Com clientes fidelizados, Cia do Natal tem boa expectativa de  vendas
José Reis - Com clientes fidelizados, Cia do Natal tem boa expectativa de vendas

Quem passar pelas lojas do calçadão da Rua Tenente Nicolau Maffei, em Presidente Prudente, vai encontrar uma decoração tímida para as festas de fim de ano. Isso porque os adornos, que normalmente tomam conta dos estabelecimentos e das ruas, ainda não estão a postos. Porém, para o Sincomércio (Sindicato Comércio Varejista de Presidente Prudente e Região), isso não é motivo para se preocupar, já que a data começa a causar movimentação após a segunda quinzena de novembro. Com isso, a expectativa é de crescimento de até 80% de vendas em relação aos dias comuns. Em comparativo com o histórico das datas na cidade, o presidente do sindicato, Vitalino Crellis, estima melhor desempenho, tendo como motivo a resolução do cenário político que, em seu ponto de vista, irá contribuir para o giro econômico do país.

Além disso, Vitalino destaca que os meses de novembro, dezembro e janeiro abrem portas para aqueles que querem ingressar no mercado de trabalho. Afinal, devido ao aumento de fluxo com o Natal e ano-novo, os empresários ampliam o quadro de funcionários no período. “É um ganho mútuo, tanto para os empresários, que vendem mais, como para os consumidores, que têm preços mais acessíveis, e para funcionários, que podem conseguir empregos temporários”, explica.

A Giga – Gigante de Prudente é uma das poucas lojas que já está com itens natalinos à venda. O estabelecimento especializado em presentes e utilidades domésticas possui preços que variam desde R$ 0,99 para ornamentos mais simples até R$ 300 como árvores de Natal. Segundo o gerente do local, Adriano Ferreira Santos, a procura dos consumidores ainda está receosa. Porém, a expectativa é de que o cenário mude após este feriado de Finados. “As itens mais vendidos todos os anos são luzinhas, enfeites de árvore de Natal e decorações menores. Mesmo que as pessoas reaproveitem dos anos anteriores, sempre compram algo a mais”, expõe. A expectativa é que essas pequenas compras resultem em uma elevação de 15% nas vendas.

Nas quatro lojas da Seiko Joias e Ótica na cidade, conforme o proprietário Hélio Aoyagi, as estratégias de vendas para o Natal estão traçadas. Ele explica que a maior procura dos consumidores é por artigos para presentes. Por isso, o movimento só se intensifica a poucas semanas do dia 25 de dezembro. “O que mais vendemos nesta época são relógios e joias”, relata. Sobre as vendas, o empresário espera que aumentem 10% com a baixa do dólar.

Enquanto isso, na JR Presentes, o estabelecimento, que trabalha com artigos para crianças, como camas elásticas e brinquedos, também espera um aumento de 10% no fim de ano. “É uma data boa, porque criança quer brinquedo de presente, então, sempre temos uma boa procura”, explica o proprietário Júnior Luciano Zaupa de Freitas.

Ramo das decorações

O gerente da loja Amaral Decor, Carlos Alberto do Amaral, explica que a loja, que nesta época se dedica às decorações natalinas, já está sentindo o aumento de fluxo. “Está bem melhor que no ano passado, acredito que seja porque alguns produtos tiveram uma queda de até 40% no valor”, explica. O motivo da promoção foi uma diminuição de valores por parte dos fornecedores, além disso, outro fator que potencializa a maior venda são os novos produtos oferecidos. De acordo com ele, o destaque fica para velas de LED que, além de serem campeãs de venda, está em um preço acessível. “Vendemos bastante miniaturas de Papai Noel, árvores de Natal, e, neste ano, investimos na cor marsala”, conta.

A expectativa é que a partir deste mês – quando a demanda aumenta ainda mais – as vendas cheguem a dobrar em relação ao mesmo período de 2017. Conforme Carlos, o Natal representa cerca de 40% das vendas anuais da loja.

Já na Cia do Natal, a produção vem ocorrendo durante todo o ano de 2018. Embora a empresa não trabalhe com varejo e sim como decorações natalinas para shoppings, a gerente Helena Almeida explica que a procura segue o fluxo cotidiano da época. “Temos muitos clientes fidelizados, então, a expectativa é que as vendas sigam bem”, expõe. Entre os produtos que oferecem neste ano, destaca aqueles que abrangem o uso de tecnologia. “Mas temos desde temas mais clássicos até os modernos, cenários de neve, é um universo muito grande”, acentua.

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