Setor da saúde se reúne em PP

PRUDENTE - Da Redação

Data 17/02/2018
Horário 14:00

Gestores, docentes e profissionais de equipes de saúde de diferentes municípios participaram, ontem, do 1º Encontro Locorregional do Programa Mais Médicos para o Brasil da região de Presidente Prudente. A atividade foi sediada na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) e coordenada pelo tutor acadêmico e médico de família e comunidade, Thiago Luccas Correia dos Santos Gomes, que é também assistente de ensino na Famema (Faculdade de Medicina de Marília).

“Os encontros locorregionais estão previstos na legislação do programa Mais Médicos com o intuito de realizar uma supervisão acadêmica com uma reunião com todos os envolvidos, visando discutir temas que são comuns de dúvidas e dificuldades que os profissionais encontram na atenção primária à saúde. Então, tratamos desde assuntos clínicos até os ligados à área da gestão e educação permanente, que é o nosso foco”, destaca Thiago.

Segundo ele, o programa contribui para solucionar uma dificuldade que muitos municípios tinham principalmente os de pequeno porte, que era garantir um profissional médico para a equipe de saúde da família que pudesse ficar por algum tempo e criar vínculo com a comunidade, desenvolvendo trabalhos de cuidado integral à saúde das pessoas e famílias.

Thiago pontua que para os municípios, é um programa que auxilia em vários sentidos. “O Ministério da Saúde financia a parte da bolsa de estudo, por isso, o caráter acadêmico vinculado ao programa não é apenas o governo contratando o profissional, existe um cunho educacional, em que o médico fica três anos no programa e, ao longo do período, ele faz cursos de especialização, atualização e aprimoramento. O caráter pedagógico é forte e há um envolvimento interministerial saúde-educação” frisa, destacando que o programa reduziu a rotatividade de médicos nos municípios.

“Estamos vivendo essa transição. Já estamos no terceiro ano e tivemos uma mudança de orientação política no sentido de priorizar ainda mais os médicos brasileiros formados aqui ou fora. Hoje, ainda temos metade do programa com médicos cubanos e metade com brasileiros”, diz.

Para a professora do curso de Medicina da Unoeste, Neide Castilho, que é também diretora de saúde em Álvares Machado, essa parceria academia-serviço é extremamente relevante, já que a universidade precisa estar inserida nas discussões em torno do Mais Médicos. “Temos o Programa de Aproximação Progressiva à Prática, em que o estudante vai às unidades de saúde, então eles conhecem o sistema e precisam estar atualizados. Além disso, os alunos, principalmente do último ano do curso, se interessam pelo assunto, muitos entram no programa para verificar como funciona, por isso precisamos estar preparados para também auxiliá-los”. Ela conta que, atualmente, o governo de Álvares Machado busca o convênio com o Mais Médicos, pois reconhece os benefícios para os munícipes.

Schaiane Sell, médica formada pela Unoeste em maio de 2017, se inscreveu no Mais Médicos no meio do ano passado e conseguiu vaga para Presidente Prudente. Ela salienta que o programa lhe ajudou a iniciar na carreira logo que concluiu os estudos. “Tenho vários amigos que também conseguiram, é uma oportunidade para os recém-formados. Foi ótimo para mim, principalmente porque continuei na cidade em que me formei, onde eu já conhecia o sistema e as unidades”, destaca.

Com AI da Unoeste

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