A Rumo ALL (América Latina Logística) informou que analisa as propostas para o transporte de cargas na ferrovia do oeste paulista para apresentar em breve à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) um relatório da demanda regional. Representantes da concessionária que administra o modal se reuniram com empresas durante esta semana e levarão em conta possíveis origens, destinos, fluxos e volumes de transporte. No entanto, nenhuma data foi estabelecida para a apresentação desse relatório ao órgão nacional pela Rumo ALL, tampouco foram dados detalhes sobre as negociações dos encontros.

Rumo ALL apresentará relatório sobre demanda de transporte ferroviário na região
Um levantamento realizado pela UEPP (União das Entidades de Prudente e Região), com oito empresas da região, apontou uma demanda para transportar anualmente 927 toneladas de mercadorias como açúcar, etanol, calcário, fertilizante, milho, soja, farelo de soja, combustível, material elétrico e couro.
A Rumo ALL reafirmou em nota que "vem cumprindo o seu papel de concessionária ferroviária de cargas e se mantém à disposição dos interessados em firmar contratos de transporte de longo prazo". Porém, o diretor de comunicação da UEPP, Marco Goulart, informa que a preocupação da entidade é de que a empresa apresente valores de contrato condizentes com o mercado, que possam ser competitivos e absorvidos pela região.
"Nossa esperança é de que não faça um trabalho infrutífero apresentando um custo factível, semelhante ao praticado em outras regiões, para reativar a malha ferroviária no oeste paulista. As negociações são um avanço, mas longe do ideal, pois ainda aguardamos uma proposta concreta", declara Marco Goulart.
Demanda na Justiça
O abandono da ferrovia na região de Presidente Prudente se tornou alvo de disputa judicial, após o MPF (Ministério Público Federal) ajuizar ação pedindo pela reativação do modal. O último andamento do processo se deu em julho, quando a Justiça não concedeu suspensão do processo – que havia sido solicitada pela Rumo ALL – e manteve a obrigação de revitalizar e a reativar a malha. Desde então, vigora uma multa de R$ 30 mil por dia pelo descumprimento da companhia.