Prudenco registra receita operacional recorde

PRUDENTE - Mariane Gaspareto

Data 14/02/2016
Horário 09:46
 

A Prudenco (Companhia Prudentina de Desenvolvimento) registrou uma receita operacional bruta recorde no ano passado, de R$ 99,7 milhões, maior valor dos últimos 15 anos segundo a série história que teve início em 2000. Conforme o presidente da empresa, Mateus Martins Godoi, essa receita decorre das operações normais executadas pela empresa, dentre elas as ações de terraplanagem, operação tapa-buracos além da limpeza pública e coleta de lixo. Para ele, essa melhoria na receita é resultado das novas obras que Prudente recebeu – dentre elas o maior programa de recapeamento de sua história, com 3,89 milhões de m² (metros quadrados) recapeados.

Ele ressalta ainda que o balanço contábil de 2015 registrou R$ 4,5 milhões. Desse total, R$ 2,6 milhões foram provisionados como reserva para o pagamento de dívidas herdadas de administrações anteriores, resultando em um superávit de R$ 1,9 milhão – 32% maior do que o registrado em 2014. De acordo com Godoi, se a companhia desconsiderasse os valores que vem pagando, referentes às dívidas passadas, 2015 alcançaria um resultado de R$ 8,2 milhões de ebitda (sigla em inglês para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

O presidente da Prudenco relata que, quando a atual gestão assumiu a empresa em janeiro de 2009, a dívida acumulada era superior a R$ 53 milhões, montante que caiu hoje para aproximadamente R$ 35 milhões conforme a última auditoria realizada, no ano passado – ou seja, houve uma diminuição de mais de um terço do valor do passivo contábil em sete anos.  Godoi ressalta ainda que durante todo este período, a Prudenco obteve resultados operacionais positivos, saúde financeira que para ele é essencial para uma prestação de serviços de qualidade à população prudentina.

Na época em que a atual administração da empresa assumiu o compromisso de saneá-la, a folha de pagamentos correspondia a 108% da receita, havia sucessivos atrasos no pagamento dos funcionários e de fornecedores, e a frota estava sem renovação há mais de 15 anos. Hoje, no entanto, a folha de pagamento dos 1,5 mil funcionários equivale a 49% do faturamento, os pagamentos estão em dia e a companhia investiu R$ 19,7 milhões em equipamentos, veículos e instalações.

As dívidas acumuladas impediam que a companhia tivesse as certidões fiscais e operacionais para firmar convênios com os governos estadual e federal – algo que foi conquistado após a regularização da situação financeira da empresa permitiu, e viabilizou a ampliação dos contratos com os entes federados. De acordo com Godoi, a atual saúde financeira da Prudenco é resultado de um rígido sistema de controle financeiro e econômico implantado, com novos procedimentos para compras e estoque, investimento em novas tecnologias e capacitação de pessoal, controle de custos e despesas além do fato de que novas dívidas e multas não foram geradas, aumentando a dívida herdada.

Para o presidente da companhia, o atual panorama econômico nacional influenciou no lucro de quase R$ 2 milhões registrado no ano passado. "Isso porque, com a alta em insumos do petróleo que utilizamos no recapeamento bem como nos tributos que incidem na conta de energia elétrica e no valor dos combustíveis, o custo para realizarmos nossas operações aumentou", esclarece. De acordo com ele, foi necessário fazer ajustes operacionais para trabalhar da mesma forma, mas ter um gasto menor para conseguir manter o superávit.

Godoi cita ainda a contestação judicial de dívidas tributárias passadas, realizada pela gestão da Prudenco, em processos que correm na Justiça. Até o momento, a empresa tem como resultado a redução de R$ 11 milhões no valor total de todas as dividas tributárias.  Além disso, a empresa conseguiu uma liminar favorável em uma ação tributária, em 2011, por meio da qual não mais pagou impostos sobre o faturamento. Apesar da economia conquistada, o presidente esclarece que a empresa tem provisionado os recursos necessários para pagar as dívidas, caso a companhia perca essa ação. Por outro lado, se o julgamento for favorável à Prudenco, o caixa pode receber mais R$ 7 milhões.

 
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