Projeto propaga prática de bocha para deficientes

Além desta modalidade – que ocorre nas terças-feiras e sábados, às 9h, na Praça da Cohab, e nas segundas-feiras, às 14h, no ginásio de esportes da FCT/Unesp –, o representante diz que outras compõem o projeto e serão desenvolvidas em breve: o caratê e o jiu-jitsu.

Esportes - Rogério Lopes

Data 24/06/2015
Horário 09:59
 

Prosseguindo com as atividades que compõe o projeto de inclusão social através da prática esportiva, deficientes físicos de Presidente Prudente participaram, na manhã de ontem, de um jogo de bocha, realizado na Praça da juventude e Longevidade da Cohab. Antes mesmo do jogo, os presentes passaram por um momento de "aquecimento", preparação e descontração, em um mini-espaço de treinamento, onde realizaram arremessos simulando uma pista de boliche.

Animados, envolvidos e com bastante disposição, os presentes aproveitaram para "por a mira em ordem" e, a cada arremesso certeiro nos pinos, uma comemoração era compartilhada pelos atletas e pelas pessoas que acompanhavam a partida de aquecimento.

De acordo com o coordenador da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Douglas Kato, a iniciativa integra uma agenda desenvolvida entre a repartição citada com o apoio da Coordenadora da Juventude e da FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista), campus de Prudente, com objetivo de inclusão social e de incentivos às praticas esportivas dos deficientes físicos da cidade.

Além desta modalidade – que ocorre nas terças-feiras e sábados, às 9h, na Praça da Cohab, e nas segundas-feiras, às 14h, no ginásio de esportes da FCT/Unesp –, o representante diz que outras compõem o projeto e serão desenvolvidas em breve: o caratê e o jiu-jitsu. Também já estão em prática os jogos do goalball, na quadra do CEU (Centro de Artes e Esporte Unificados).

Uma das organizadoras da ação, a professora Jaqueline Costa Castilho Moreira, diz que o projeto segue dois aspectos: em primeiro vem a socialização e inclusão da pessoa com deficiência na sociedade e a possibilidade de torná-los atletas para o esporte paralímpico, respeitando, segundo ela, a necessidade e o limite de cada um.

Já o aluno do último ano de Educação Física da FCT/Unesp e que integra os orientadores do projeto, Guilherme dos Santos, 20, pontua que a oportunidade é gratificante e é algo que ajuda na sua formação acadêmica e pessoal. "Um trabalho incrível e que nos dá suporte em todos os aspectos", analisa.

 

Os participantes

"Estou gostando desse momento, de praticar esta nova modalidade", frisa a participante Ilma Teotonio de Souza, 65. Ela, que possui deficiência física no braço, ressalta que o problema nunca foi empecilho para fazer atividades. "Participo de vários projetos e ações. Nunca coloquei isto como barreira em minha vida", salienta.

Já Jeferson Cortez de Oliveira, 42, lembra que as iniciativas possibilitam a interação entre as pessoas, uma opção de entreter e uma forma de "tirar de casa a pessoa com deficiência e levá-la para a comunidade, para praticar um esporte".

 
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