Projeto fomenta esporte para jovens da rede pública

Trabalho exposto em workshop, ontem, tem como objetivo a inclusão social por meio de atividades esportivas, além de expor as ações de extensão que envolvem ensino e pesquisa

PRUDENTE - ANDRÉ ESTEVES

Data 07/10/2016
Horário 11:39

 


A FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista), campus de Presidente Prudente, promoveu, na manhã de ontem, no Hotel Portal D’Oeste, o segundo workshop "Ciência, esporte e meio ambiente", com o objetivo de apresentar projetos de pesquisa que buscam a inclusão social de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade por meio de atividades esportivas e do conhecimento técnico em diferentes áreas, além do fortalecimento de parcerias em projetos ambientais.

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De acordo com a pró-reitora da universidade, Mariângela Spotti Lopes Fujita, o propósito foi expor os trabalhos de extensão que envolvem ensino e pesquisa e interagir com a comunidade. Para isso, foram evidenciados temas de alta relevância social, como trabalho infantil, essência do esporte na vida de uma criança e questões ambientais, como pesticidas e licenciamento ambiental. "Envolvemos os nossos alunos em assuntos que causam impacto, a fim de torná-los cidadãos mais engajados e socialmente conscientes dos problemas do mundo. Além disso, buscamos trazer a sociedade para o meio acadêmico, com a finalidade de receber dela o seu conhecimento", expõe.

O "Talento Cidadão" foi um dos projetos apresentados na ocasião. Conforme um de seus coordenadores, o professor doutor do Departamento de Educação Física da FCT/Unesp, Luís Alberto Gobbo, a concepção do trabalho é proporcionar atividade física e esporte para crianças e adolescentes do ensino público fundamental de Presidente Prudente, que estão em situação de vulnerabilidade, e para aquelas com necessidade especial. "Com o fortalecimento do projeto, a ideia é incluir todos os departamentos da Unesp, que possui cursos predominantemente de licenciatura, e propor reforço escolar nas disciplinas de história, geografia, matemática, português, física, química, biologia e línguas, além de incluir formação em informática, educação sexual, saúde e outras que acharmos interessantes", explana.

Segundo o professor, o atendimento amplo também visa fomentar maior vivência motora a crianças e adolescentes da faixa etária de 8 a 14 anos e, ao fim deste período, dar sequência específica para o aprofundamento competitivo àquelas que apresentar maior talento para determinado esporte. "Quanto aos melhores no aproveitamento geral, queremos garantir inserção no cursinho preparatório do vestibular", ressalta. O professor explica que o projeto ainda está em estágio inicial e conta com poucos alunos e apenas um esporte – o futsal –, mas a expectativa é que os órgãos públicos e privados voltem o olhar para a iniciativa, a fim de investir na infraestrutura, que, segundo ele, ainda é carente. "Por exemplo, mais quadras de tênis e badminton, mesas de tênis de mesa e material esportivo", frisa.

Luís Alberto aponta que o objetivo é, a médio e longo prazos, ter o projeto caminhando com vários esportes, com todas as disciplinas que a Unesp pode oferecer e com a maior quantidade possível de alunos do ensino fundamental do município, com o apoio inclusive da nova gestão. "Podemos usar junto com a Prefeitura o nosso conhecimento acerca do esporte, uma vez que nosso novo currículo de bacharelado obrigou a contratação de sete novos doutores qualificados de grandes instituições nacionais", enfatiza.

O profissional destaca que os alunos atendidos participarão das atividades em horário contraturno e, em média, duas vezes por semana, inclusive no período de férias, quando haverá atividades especiais. "Assim, além de todos os benefícios já citados, essas pessoas em situação de vulnerabilidade ficarão cada vez menos na rua, por exemplo", salienta. O professor defende que, com as melhorias esperadas, a Unesp poderá atender outros grupos etários com atividades esportivas, em especial pessoas idosas e com condições crônicas de saúde. Além de Luís Alberto, são coordenadores da pesquisa os professores doutores Camila Buonani, Giovana Rampazzo Teixeira e Luiz Rogério Romero.

 
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