Está em investigação pela Polícia Militar uma suposta agressão cometida por membros da corporação em um banheiro no Parque do Povo, em Presidente Prudente. O suposto crime ocorreu no dia 20 de outubro, e vitimou um professor de 35 anos.
De acordo com a advogada Glaucia de Freitas, que representa Rafael Gomes, o rapaz, morador de Narandiba, é deficiente físico e viajou a Prudente para uma perícia médica devido à paralisia no lado esquerdo do corpo.
O exame ocorreria no Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito), a fim de conseguir uma carteira de habilitação especial.
Segundo a defesa, como não tinha onde aguardar, ficou nos quiosques do Parque do Povo e, em determinado momento, resolveu utilizar o banheiro público.
“Ele adentrou no banheiro normalmente, como um cidadão tem o direito, e quando estava dentro do box ouviu: ‘Quem está aí? Está acompanhado ou sozinho?’. Ele não sabia quem estava falando e respondeu: ‘sozinho’”, relata a advogada.
Na sequência, o professor foi surpreendido com a porta sendo empurrada pela mesma pessoa que o chamou e, depois, agredido.
“Recebeu socos violentos na cabeça e no rosto”, afirma Glaucia. Como o óculos de sol e o celular caíram no chão, a vítima abaixou para pegá-los e conseguiu verificar que os agressores vestiam fardas. Conforme a advogada, Rafael saiu do banheiro e ainda conseguiu fazer diversas fotos dos militares, bem como do emplacamento da viatura.
Ele foi socorrido por uma faxineira que trabalha num prédio próximo. O homem chegou a ligar para o 190, que disse que encaminharia a viatura mais próxima ao local. No entanto, por temer que fosse a mesma, optou por ir embora. Momentos depois, a Polícia Militar retornou a ligação para verificar o ocorrido.
“Ficou totalmente desnorteado. Ainda que não fosse uma pessoa de bem, não justificam as agressões”, expõe a advogada. Depois do fato, o professor procurou a Central de Flagrantes da Polícia Civil onde registrou o boletim de ocorrência.
Em nota, a Polícia Militar informou que tomou conhecimento do fato devido às solicitações de veículos de imprensa.
“A vítima, em nenhum momento procurou a instituição”, disse. Ainda conforme a corporação, será instaurado procedimento apuratório cabível para investigar a “possível irregularidade praticada por policiais militares.
“A Polícia Militar do Estado de São Paulo não coaduna com qualquer tipo de excesso ou violência policial. Preza para que seus agentes tenham uma postura técnica, pelo uso escalonado da força, dentro dos limites que a lei nos autoriza e que estão descritos nos nossos procedimentos operacionais, adotando todas as medidas necessárias, para se evitar tais eventos”, informou.