Perda de consultas no AME depende de municípios

PRUDENTE - Mellina Dominato

Data 05/06/2014
Horário 07:57
 

A atuação efetiva de prefeituras regionais no auxílio aos seus moradores pode contribuir para que o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) do HR (Hospital Regional Doutor Domingos Leonardo Cerálovo), de Presidente Prudente, deixe de perder, anualmente, 24 mil consultas, por falta de comparecimento. Tal assunto, entre outros, é analisado por representantes do MPE (Ministério Público Estadual), da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e da Procuradoria da República, em Prudente.

Mario Coimbra, promotor de Justiça, que visitou anteontem o HR, acompanhado de Tito Lívio Seabra, procurador da República, e de Matheus Assad João, coordenador da Defensoria Pública, declara que os órgãos passaram a realizar um trabalho em conjunto com o intuito de buscar melhorias na situação do hospital, o qual já atua acima de sua capacidade. "Com os três órgãos envolvidos no assunto, esperamos ter maior êxito, como ocorreu com o caso da saúde mental", comenta Coimbra.

Explica que informações sobre os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) também foram levantadas. "Têm cidadãos que estão lá e que poderiam estar em seu território de origem, como em Dracena, por exemplo, liberando vaga para procedimentos cirúrgicos", esclarece. Pontua que, após coleta de informações necessárias, uma nova reunião entre os três órgãos envolvidos será realizada para traçar estratégias de atuação e, enfim, um encontro com representantes do DRS-11 (Departamento Regional de Saúde) e dos municípios regionais será marcado. "Foi uma prospecção técnica do que está afligindo o hospital. Precisamos levantar os flancos abertos, saber onde os órgãos precisam atuar para eliminar os buracos negros", declara.

Em relação à perda de consultas do AME, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece que as informações passadas ao MPE se referem ao absenteísmo trimestral de pacientes, ou seja, pacientes de outros municípios que foram agendados no ambulatório, porém, faltaram às consultas. "O transporte de pacientes para unidades de saúde localizadas em outros municípios são de responsabilidade do município de origem de cada paciente", garante.

 

Investimento


Coimbra salienta que possíveis investimentos em santas casas da região, como forma de aliviar os atendimentos no HR, seriam tratados pelas autoridades com o DRS-11. Sobre o assunto, o departamento, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, lembra que, para desafogar o hospital, em 2014, o governo do Estado vai repassar, através do programa SOS Santas Casas, R$ 10 milhões extras para nove santas casas e hospitais filantrópicos da região, - como noticiado por O Imparcial - os quais estão situados em Dracena, Junqueirópolis, Martinópolis, Presidente Prudente, Presidente Epitácio, Presidente Venceslau, Tupi Paulista, Hospital e Maternidade de Racharia e Hospital Regional de Teodoro Sampaio.

A secretaria explica que, para definir os valores a repassar, classificou as santas casas em três tipos: os hospitais estruturantes, que são aqueles de referência em atendimentos complexos, como cirurgias cardiovasculares e torácica, hemodiálise e neurocirurgias; os hospitais estratégicos, de médio porte, que servem como retaguarda aos estruturantes, e os hospitais de apoio, que são os de pequeno porte. "Além do novo incentivo financeiro, as santas casas e hospitais filantrópicos da região continuarão recebendo, mensalmente, os repasses extras do programa Pró-Santas Casas. No total, as unidades da região receberão R$ 13,9 milhões extras do governo do Estado", finaliza.
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