Pandemia e o SUS

OPINIÃO - Arlette Piai

Data 25/08/2020
Horário 04:11

O SUS (Sistema Único de Saúde) sempre tão aniquilado e destratado pelo Estado, em meio à pandemia do novo coronavírus, mostrou que pode ser robusto, capaz de acolhimento com trabalho de reconhecimento internacional. De fato, é grande a importância social, econômica e mesmo cultural do SUS, embora desprezado pela classe política e, principalmente, pelo erro imperdoável de o governo cortar verbas das áreas da pesquisa, da Educação e, particularmente, da Saúde. 
Autoridades consideram que a pandemia do violento coronavírus, trouxe, pela dor, lições importantes, como mostrar o papel expressivo do SUS para salvar vidas. Mesmo em nações mais ricas, como os EUA onde não há sistema público de saúde, o setor privado mostrou-se um fracasso, no momento da pandemia que abrange número incalculável de pacientes. 
No Brasil, mesmo com seu lamentável subfinanciamento histórico, esse sistema conta com números expressivos: 45 mil equipes da ESF (Estratégia Saúde da Família) que atuam em 40 mil UBSs (Unidades Básicas de Saúde), 4.700 hospitais públicos ou conveniados e 32 mil leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). E o SUS atingiu grandes proporções de atendimento e cura graças principalmente à entrega diária da dedicação dos “heróis-profissionais” da Saúde.
O número de pessoas com Covid-19 caiu 9,2%. O número de doentes no Brasil atingiu o pico em 8 de agosto, com 818.533 casos simultâneos. A média móvel de novos casos, que era de 46,2 mil no início do mês, caiu para 43,6 mil. Então, precisamos que o noticiário fique mais atento para mostrar dados atualizados que levem à população também o alento. Fatos como esses geram fé, melhora o humor e dá alegria, de que tanto necessitam nossos corações. Não obstante, não estamos ainda livres, precisamos continuar com precauções exigidas pela quarentena e uso de máscaras. Mais um pouco de paciência, leitor. 
Continuam urgentes investimentos públicos na Saúde, na pesquisa e na Educação pública. País democrático tem prática dos princípios da equidade, integralidade e universalidade. Como? Bem... Sugeriu o grande pensador Gil Nunes: “Para que o caos da saúde pública termine, é necessário que os membros do Executivo, Legislativo e Judiciário sejam obrigados por lei a recorrer ao SUS quando necessitarem de atendimento médico e hospitalar”. Você concorda, leitor?
 

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