Quando o assunto é mudança de estação, apenas renovar o guarda-roupa não basta, é fundamental o cuidado com o corpo, especialmente no outono. Previsões altas e baixas. Uma alternância que ocasiona, principalmente, as alergias, ressecamentos, manchas e erupções indesejáveis na pele, além da predominância de algumas doenças. Com o objetivo de conter os prejuízos corpóreos e permanecer os próximos três meses "protegidos", especialistas no assunto apresentam dicas para homens e mulheres, independente de faixa etária.
Conforme a dermatologista Luciena Cegatto Martins Ortigosa, apesar da mudança de estação, registrada no dia 20 de março com a chegada do outono, as precauções "devem ser constantes", pois segundo ela, mesmo no inverno a intensidade das radiações solares é alta e "necessitamos nos cuidar com filtros solares adequados".
Sendo assim, é imprescindível evitar banhos quentes e demorados, além de aplicar hidratantes específicos para cada tipo de pele.
Luciene acrescenta que algumas doenças são mais reativas no outono, como a dermatite seborréica (caspas e descamação no rosto e sobrancelhas), dermatite atópica (ressecamento e vermelhidão com coceira nas dobras e rosto) e a psoríase.
Por sua vez, a dermatologista Marilda Aparecida Milanez Morgado de Abreu explica que os efeitos ocorrem neste período, pois o clima interfere na produção de sebo na pele. "As glândulas diminuem a sua produção e a pele ressecada", esclarece.
Segundo ela, as crianças e idosos são mais suscetíveis as consequências, uma vez que estes são afetados pela imaturidade da pele, diminuição dos hormônios e atrofia de elementos da pele, respectivamente.
Como método preventivo, Marilda indica a hidratação e a lubrificação da pele. "Diminuir o uso de sabonetes e não esquecer dos fotoprotetores, também indispensáveis mesmo no inverno", orienta.
Na prática
Os cuidados com a pele são prioridades para a dona de casa Ilza Cordeiro de Oliveira, 52 anos. Segundo ela, o uso de creme hidratante é uma rotina adotada diariamente "nos últimos tempos", quando a variação de temperatura e estações "estão cada vez mais incidentes".
O protetor solar é o item de segurança da dona de casa, Deise Neli, 75 anos, que rotineiramente também adota a prática. "No sol está calor e na sombra frio, minha pele resseca muito, mas passo o protetor e sinto um alívio", relata.
Com problemas de falta de oleosidade no rosto, a estudante Ana Carolina Tavares, 17 anos, explica que no período da manhã os efeitos das baixas temperaturas são mais "intensivos". Assim, a fim de evitar mancha e ferida, ela aplica "diversos produtos específicos".