Obrigatoriedade do Liraa exige adequação de cidades

Mudança, determinada pelo Ministério da Saúde, vale para municípios que contam com mais de 2 mil imóveis

REGIÃO - MELLINA DOMINATO

Data 02/02/2017
Horário 09:27


Com a obrigatoriedade de todas as cidades com mais de 2 mil imóveis promoverem o Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação para Aedes aegypti), os municípios da região de Presidente Prudente que se enquadram nesta situação e ainda não utilizavam tal ferramenta, criada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios, terão que se adequar. A mudança foi determinada pelo Ministério da Saúde, na última semana, e visa garantir que os Executivos municipais tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do inseto. No ano passado, 37 municípios do oeste paulista participaram do levantamento, que até então era feito a partir da adesão voluntária.

Jornal O Imparcial Venceslau faz levantamento desde 1989, quando inaugurou Núcleo de Controle de Endemias

O governo federal destaca que os municípios que não realizarem o levantamento não receberão a segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. O ministério destaca, no entanto, que o repasse do Piso Fixo de Vigilância em Saúde não depende da realização do Liraa, pois esta verba é destinada à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya, e repassado mensalmente a Estados e municípios. Para as cidades com menos de 2 mil imóveis, o repasse do recurso extra dependerá da realização do LIA (Levantamento de Índice Amostral).

Presidente Venceslau, que teve IIP (Índice de Infestação Predial) considerado satisfatório no último Liraa, esclarece que já promove o levantamento desde 1989, quando foi criado e implantado o Núcleo de Controle de Endemias na cidade. "Todos os anos são realizados, no mínimo, quatro avaliações, nos meses de janeiro, março, julho e outubro", destaca. Pontua que a promoção deste estudo considerando a estrutura de pessoal e financeira é viável, pois direciona corretamente as ações de controle e combate às arboviroses. "Esse instrumento é muito importante, porque nos auxilia no direcionamento das ações de combate e controle das arboviroses e, após os resultados desse índice, o município planeja e executa ações específicas, a fim de eliminar os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti", informa a Assessoria de Imprensa do Executivo que, em 2017, não registrou nenhum caso positivo destas doenças até o momento.

Em Presidente Epitácio, onde o último Liraa realizado em outubro do ano passado revelou situação de alerta para surto de dengue, chikungunya e zika vírus, atualmente são quatro casos suspeitos de dengue, aguardando resultados. Pontua o visitador sanitário do Covepe (Controle de Vetores Municipal), Reinaldo Ferreira, que o município também executará quatro avaliações, sendo que a primeira, de janeiro, visitou 1.245 imóveis, quando foram encontrados 24 focos, IB (Índice Breteau) 2,0 e IIP 1,9. "Não consideramos viável neste momento realizar este tipo de levantamento, pois utilizamos dados diários de visitas para avaliar a infestação do mosquito. Treinamos quatro agentes para realizar a avaliação, acompanhados de um supervisor", expõe.

 

Primeira vez


Já Martinópolis, que não consta no balanço oficial do Liraa divulgado pelo ministério, no fim do ano passado, informa que promoveu o levantamento já na primeira quinzena de janeiro, sendo que outras edições estão previstas para março e outubro. Segundo a assessoria do município, que neste ano já conta com cinco notificações de dengue – três negativos, um aguardando resultado e um caso positivo importado -, a pesquisa é realizada mediante o sorteio aleatório de quadras, correspondendo a 600 imóveis trabalhados. "O nosso município possui 512 quadras cadastradas e destas são sorteadas o correspondente necessário para se atingir o índice amostral, o que gera visita em 40 quadras aproximadamente", frisa.

 

 
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