Os moradores da Rua Borba Gato, altura do número 1.199, na Vila Geni, em Presidente Prudente, estão incomodados com o abandono de uma obra paralisada há mais de um ano. A vizinhança reclama da falta de fiscalização por parte da Prefeitura e o acúmulo de entulhos e poças de água, que propiciam o aparecimento de escorpiões e do mosquito transmissor da dengue, o
Aedes aegypti.

Prefeitura garante que área recebe limpeza periódica
Morador da casa em frente ao terreno, o aposentado Antonio Niedo, 68 anos, conta que no local deveriam ser construídos dois edifícios de nove andares. "Mesmo depois do abandono da obra, o responsável pelo empreendimento e a esposa vinham inspecionar a construção, mas, após a morte dele, em fevereiro, eu nunca mais vi ninguém", relata. Antonio acredita que o abandono se deu por questões financeiras e não espera a retomada da obra. "O maior problema é quando chove, porque as poças de água podem virar reservatório para as larvas do mosquito". O morador ressalta ainda que já teve dengue nos últimos tempos, contudo, não sabe dizer se a transmissão pela picada ocorreu no bairro.
A dona de casa Maria Clara Domingos Pereira, 71 anos, também destaca a preocupação com a procriação de mosquitos da dengue em razão do descuido. A moradora relata que já viu a equipe da Vigilância Epidemiológica do município visitando a rua, porém, "nenhuma providência foi tomada". "Eles pedem que a gente contribua com a eliminação dos focos de água parada, então, eu faço a minha parte limpando o meu quintal. Agora cabe à Prefeitura tomar alguma medida a respeito do terreno", aponta a reclamante.
Como constatado pela reportagem, parte do terreno se encontra alagada e com a presença de lodo e vegetação alta. De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação de Presidente Prudente), apesar do abandono, a equipe da Vigilância Epidemiológica monitora o local "há anos e a limpeza é feita periodicamente pelos proprietários, não havendo foco de
Aedes na propriedade". A reportagem não obteve informações sobre o rumo da obra.