Na tarde deste domingo, uma família se despediu, entre lágrimas e dor, do pequeno Théo Felipe Serra Reis, de apenas 3 anos. O enterro aconteceu no Cemitério Municipal de Emilianópolis, um dia após o trágico afogamento do menino na piscina de uma chácara em Álvares Machado. O caso, registrado como homicídio culposo – quando não há intenção de matar, mas ocorre por negligência, imprudência ou imperícia –, segue sob investigação da Polícia Civil. Perícias foram requisitadas para apurar as circunstâncias exatas do acidente, enquanto o pai da criança, que era seu responsável no momento do ocorrido, passará por exame toxicológico.
Tragédias como essa reforçam um alerta que precisa ser constantemente repetido: a atenção com crianças em ambientes aquáticos deve ser redobrada. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, o afogamento é a segunda principal causa de morte acidental entre crianças de 1 a 4 anos no Brasil. Um descuido de poucos segundos pode ser fatal, e a presença de um adulto atento e capacitado para agir em emergências é essencial.
Especialistas recomendam algumas medidas básicas para evitar afogamentos: manter sempre um responsável próximo à criança, nunca confiar exclusivamente em boias ou brinquedos infláveis, instalar cercas de proteção ao redor de piscinas e oferecer aulas de natação desde cedo. Além disso, saber realizar manobras de primeiros socorros pode ser a diferença entre a vida e a morte.
A dor da família de Théo é irreparável, mas seu caso pode servir de alerta para evitar que outras vidas sejam interrompidas precocemente. A conscientização sobre a segurança em piscinas e a responsabilidade dos adultos são passos fundamentais para impedir que novas tragédias aconteçam. Que essa perda tão precoce desperte a reflexão necessária para a prevenção e o cuidado redobrado com os pequenos.