No primeiro trimestre do ano passado, o número de casos de dengue em Presidente Prudente chegou a 4.928 catalogações. Hoje, com seis casos registrados, conforme a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), a doença ainda é uma preocupação. Para que não volte à equivalência passada e dar sequência à prevenção, o órgão segue, assiduamente, com o mutirão "Todos contra o Aedes". Na manhã de ontem, o 15º foi realizado na zona leste do município, com o objetivo de continuar com a conscientização.

Júlio, agente da VEM, lembra que população só se conscientizou, após as mortes de 2016
O agente de combate de endemias, Júlio de Carvalho, explica que, "infelizmente, muitas pessoas precisaram morrer para a população tomar ciência do perigo". "No ano passado, os dois primeiros meses registraram 20 mortes por conta da dengue. Então, com o choque e o grande número de casos que enfrentamos, as pessoas puderam se preocupar mais e agir dentro das suas casas, viabilizando a prevenção e não dando lugar para a doença", explica.
Quem sentiu na pele o impacto, apesar de não ter sido refém da doença, foi a doméstica Maria José de Souza, 70 anos. Moradora do Jardim Brasília, ela comenta que sempre incentiva o trabalho dos agentes da VEM. "É importante as pessoas abrirem as portas e deixá-los entrar, pois eles estão aqui para nos ajudar com orientações e dar toques em coisas que talvez não vemos e passam despercebidas. Assim como também é importante ajudar fazendo o dever de casa, não deixando os focos da dengue aparecer e o mosquito surgir", afirma.
Outro foco
Passando pelas casas e promovendo a prevenção, através de orientações, o agente da VEM lembra que aproveita o momento para falar da leishmaniose, doença que é transmitida por cães, por meio do mosquito-palha, e já fez vítima neste ano, em Prudente. "É uma preocupação maior da vigilância, visto que, felizmente, a dengue já virou algo de maior preocupação perante as pessoas. Então, o agente lembra que, para aqueles que têm cachorros em casa, procurem observar os sintomas no animal e cuidar para que não ocorra o contágio", pontua.