Marilyn Nunes: do Humberto Salvador para os palcos do país e do mundo

Atriz, que é diretora do Oposto Teatro Laboratório, mora no bairro prudentino há mais de 20 anos com a família: “Um teatro oriundo da periferia com reconhecimento internacional”

VARIEDADES - DA REDAÇÃO

Data 19/07/2022
Horário 08:47
Foto: Cedida
“É preciso quebrar estereótipos e mostrar que a arte pode e deve estar em todos os lugares”, diz Marilyn
“É preciso quebrar estereótipos e mostrar que a arte pode e deve estar em todos os lugares”, diz Marilyn

Conforme Marilyn Nunes, atriz e diretora do grupo Oposto Teatro Laboratório, a trupe viaja por diferentes cidades, Estados e até mesmo países. E quando ela concede entrevistas nos jornais, é comum ser destacado: “Atriz prudentina traz espetáculos...”. Mas, especificamente, ela que é fundadora do grupo, é oriunda do Conjunto Habitacional Jardim Humberto Salvador, onde vive há mais de 20 anos com sua família. 
Ela enfatiza querer fazer uma ação local, explicitando que pertencem aos bairros periféricos e que estudam (ela no caso está terminando doutorado), se desenvolveram profissionalmente, e nem por isso abandonaram suas raízes. 
“É preciso quebrar estereótipos e mostrar que a arte pode e deve estar em todos os lugares. De todas as centenas de apresentações que fiz, seja pela Prefeitura da cidade ou outras instituições, nenhuma foi nesses bairros. Quero poder apresentar o teatro que venho desenvolvendo, explicitando que é um teatro oriundo da periferia, com reconhecimento internacional”, acentua.

“ESSA É UMA AÇÃO QUE VISA DESCONSTRUIR A IDEIA DE CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA NA PERIFERIA, DE MODO AMPLO, COM AÇÕES LOCAIS TEATRAIS”
Marilyn Nunes

Marilyn frisa que quer formar o público local, através de apresentações teatrais e oficinas, e mostrar que esta arte origina dali. “Essa é uma ação que visa desconstruir a ideia de criminalidade e violência na periferia, de modo amplo, com ações locais teatrais”, pontua. 
Os espetáculos, encabeçados pela atriz, ganharam notórios prêmios e passaram por diversos países. Poder apresentar uma arte de qualidade que é desenvolvida pelos moradores daquela região será um estímulo para os moradores em geral, além do acesso a uma arte de qualidade, que fomenta o olhar crítico, sensível e humano nos espectadores.


 



 

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