Caro leitor, ao dominarmos a leitura, abrimos inúmeras oportunidades para nosso desenvolvimento e crescimento pessoal, pois podemos assim participar ativamente da vida social. Faz mais de 500 anos que o alemão Johannes Gutemberg inventou a prensa manual e deu início a uma das maiores revoluções da humanidade, o acesso à leitura. A técnica foi criada em 1453, mas a impressão de seu primeiro livro, a Bíblia, só foi completada em 1455. No entanto, até hoje ler ainda é um grande problema para muitos.
A sociedade pós-moderna exige um ser humano autônomo e solidário, isso representa e retrata as novas tendências mundiais inclusive a de mercado de trabalho. Segundo José Bernardo Toro, em “Códigos da Modernidade”, algumas competências serão necessárias para que pessoas possam enfrentar os desafios do milênio e uma delas é o domínio da leitura e da escrita e diz assim: “Para se viver e trabalhar na sociedade altamente urbanizada e tecnificada do século XXI, será necessário um domínio cada vez maior da leitura e da escrita. As crianças, adolescentes e jovens terão de saber comunicar-se usando palavras, números e imagens. Saber ler e escrever já não é um simples problema de alfabetização, é um autêntico problema de sobrevivência”.
O desafio de toda escola hoje é formar leitores e escritores, o que requer contato com a leitura e produção de textos o tempo todo. Por isso precisamos de professores preparados para desenvolver o gosto pela leitura e escrita em alunos que têm em seu dialeto palavras como play, pause, stop, enviar, receber, salvar, deletar. São jovens com um mundo de informações disponíveis em um click.
Assim, caro leitor, não há mais como negar que as tecnologias de informação e de comunicação revolucionaram as tradicionais formas de circulação social dos textos. Crianças, jovens e adultos são atraídas pelo universo midiáticos onde diferentes linguagens circulam. A televisão, o rádio, o vídeo, a mídia impressa, imagens, a hipermídia e a internet podem se constituir em excelentes recursos mobilizadores para o desenvolvimento das competências leitoras e escritoras.
Para se comunicarem com mais rapidez, os jovens internautas estão criando novas formas de linguagem. O “internetês”, que é uma simplificação informal da escrita. Consiste numa codificação que utiliza caracteres alfanuméricos (emoticons) e a redução de letras das palavras. Aos educadores é uma questão de bom senso e saber impor limites. Há textos que podem ser escritos com esta linguagem, que normalmente são em conversas informais entre amigos. Há outros com objetivos de elaborar um relatório ou mesmo um texto científico, esses sim, deverão ser escritos na forma culta da escrita, até porque estamos na era dos tabletes que permitem ao aluno fazer inúmeras leituras de livros.
Os tabletes são a cara do jovem do século XXI, são modernos, são pequenos e leves, podendo ser carregados para qualquer lugar e cabem na mochila ou bolsa pequena, bem, escondidos. Ideal para quem viaja de metrô ou ônibus todos os dias e que precisa levar suas informações pessoais e gerais para a escola ou trabalho.
Com todos esses novos desafios pedagógicos para as escolas, o fundamental é que os professores estejam bem preparados para enfrentá-los. Precisamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos, a orientar atividades, a definir o que vale a pena, a um aprender a ler novamente, a ler o mundo com a cara do século XXI.