Jogadora prudentina que está na Turquia passa férias na cidade

Carol Shimoguiri, que há quatro meses estava jogando no Sivasspor, fala dessa experiência em solo turco, sua trajetória no futebol e expectativas para o futuro

Esportes - DA REDAÇÃO

Data 09/06/2022
Horário 04:55
Foto: Cedida
Carol deseja ser referência no futebol feminino para outras garotas
Carol deseja ser referência no futebol feminino para outras garotas

Após quatro meses jogando futebol na equipe do Sivasspor, na Turquia, fim de temporada, e a atleta prudentina Maria Caroline Manoel Shimoguiri, Carol Shimoguiri, 23 anos, está de férias em Presidente Prudente, onde deve ficar até o mês que vem. A reportagem bateu um papo com a jovem meia-atacante, que falou dessa experiência em solo turco, sua trajetória no futebol e expectativas para o futuro.
Carol diz que estava no Cruzeiro quando as negociações iniciaram com times da Turquia. Mas, voltando no tempo, lá em 2015, ela conta que saiu de casa pra jogar futsal aqui mesmo no Brasil. Em 2017, foi pra fora jogar com a Seleção Brasileira.
“Em 2020, tive um sonho com Deus, no qual ele dizia pra eu mudar pro futebol de campo. Então eu pedi as contas sem ter um time, nem empresário, nada! Eu só confiei! E em menos de uma semana, eu tinha um empresário e um time de futebol. Desde então venho tentando ganhar meu espaço no mundo desse esporte!”, exclama Carol. 
Foi em agosto de 2020, no Ipatinga, que Carol começou a jogar futebol de campo. No ano seguinte, em2021 ela vai para o Cruzeiro e então ganha a oportunidade de mostrar seu talentona Turquia. “Em menos de dois anos consigo ver Deus agindo grandemente como Ele prometeu em minha vida. Não pretendo voltar agora para o Brasil. Mas se acontecer, Deus proverá”, exalta a atleta.

Experiências incríveis

Dentre tantas coisas novas que Carol viveu nesses quatro meses na Turquia, ela diz que a mais emocionante foi ver a neve. “Foi surreal jogar na neve, a ver caindo do céu. É uma coisa muito divina! A língua é bem difícil, não consegui aprender [risos], mas foi bem legal ouvir e conhecer. A comida também, bem apimentada... é um país muito receptivo”, ressalta Carol.

“QUERO JOGAR EM ALGUM UM TIME DA EUROPA QUE DISPUTE CHAMPIONS LEAGUE E, ALÉM DISSO, CONSEGUIR SER UMA REFERÊNCIA. É MUITO DIFÍCIL VOCÊ CRESCER SEM UMA REFERÊNCIA, ENTÃO EU ESPERO MUITO SER UMA”
Carol Shimoguiri

Indagada se lá fora é como no Brasil em que o futebol feminino não tem a mesma visibilidade que o masculino, inclusive da mídia, a jogadora comenta que o primeiro ponto forte de jogar pra fora, mesmo que seja em um time pequeno na Europa, é o salário. 
“Mas sim, somos mais valorizadas. Só que eu vejo uma mudança boa no Brasil. Hoje campeonatos importantes em nosso país têm enchido estádios. Fico feliz em ver isso”, acentua a garota.

Futebol na veia

Carol é daqueles serzinhos que desde a infância já mostram o que querem. E desde a pré-escola, por volta de 5/6 anos, ela já gostava da bola. “Minha avó e minha mãe detestavam a ‘bateção’ de bola [risos]. Cheguei a jogar handebol, em Prudente, com o professor Péricles Jr., mas o futebol era o que eu realmente gostava”, frisa a atleta, que também foi vítima de comentários preconceituosos. “Desde sempre ouvia aqueles apelidinhos: macho fêmea, machinho, menina não sabe jogar bola, isso é coisa de menino, etc”.
Carol também tem suas referências no futebol feminino, tanto brasileiro quanto lá fora. Ela diz que se pudesse escolher alguém pra jogar ao lado, escolheria várias, como Marta, Cris, Formiga, Debinha... Além de Wendie Renard, Rapinoe, entre outras.
“A Marta, desde quando ela jogava no Santos, eu sempre assistia aos seus vídeos no YouTube. Mas eu sou extremamente apaixonada pelo mágico futebol do Neymar. Sem sombra de dúvidas. Antes de jogar ou entrar em campo, sempre vejo algum vídeo dele jogando. Sou fã demais!”, exclama Carol.

À busca dos seus sonhos

A menina que nasceu em Paraguaçu Paulista, que morou com a avó Rosangela, em Santo Anastácio, e com 8 anos se mudou para Presidente Prudente, onde passou toda a sua infância, tem o grande sonho de toda jogadora: chegar à seleção brasileira. “Conseguir disputar campeonatos contra as outras seleções, ajudar financeiramente minha mãe [Francieli], minha irmã [Eduarda]... a minha família. Quero jogar em algum um time da Europa que dispute Champions League e, além disso, conseguir ser uma referência. É muito difícil você crescer sem uma referência, então eu espero muito ser uma”, pontua a jovem prudentina.

Cedidas

Carol na Turquia: “Fora, somos mais valorizadas, mas vejo uma mudança boa no Brasil”


Gramado foi revelado a Carol por Deus, em um sonho!
 

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