Itens básicos têm redução de preços em supermercados

De acordo com gerentes de estabelecimentos de Prudente, produtos do dia a dia, como arroz, feijão, leite, óleo, frutas e hortaliças são os que mais apresentaram queda nos valores

PRUDENTE - IVE CAROLINE

Data 31/10/2017
Horário 12:07
Marcio Oliveira, De acordo com Apas, é o quarto mês seguido em que preços de itens apresentam reduções
Marcio Oliveira, De acordo com Apas, é o quarto mês seguido em que preços de itens apresentam reduções

Você, consumidor, percebeu queda nos valores de alguns produtos de supermercados? Segundo o IPS (Índice de Preço dos Supermercados), calculado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados), este é o quarto mês seguido em que os preços apresentam reduções, apontando para uma diminuição de 2,9%. Segundo com o índice, este é o menor número no acumulado de 12 meses desde 2006, e o segundo menor desde o ano em que o índice passou a ser medido, em 1994. Os gerentes de estabelecimentos de Presidente Prudente confirmam a deflação e acrescentam que os produtos que apresentaram maiores diminuições na cidade foram os básicos: arroz, feijão, óleo, leite, hortaliças e frutas.

“Nós acompanhamos a deflação dos produtos e percebemos que, nos últimos dois meses, os clientes também se deram conta desta queda e as vendas aumentaram, principalmente dos produtos básicos, usados no dia a dia pelos consumidores”, relata Vicente José Riquete, gerente do Supermercado Estrela do município.

O fato também foi confirmado por Júlio César Veres, que ocupa o mesmo cargo em outro estabelecimento da cidade, o Supermercado Nagai. Segundo o responsável, os produtos substanciais são os que geralmente apresentam mais ondulações nos valores, justamente por serem indispensáveis na dispensa de todos os clientes.

“São artefatos que não podem faltar, por isso torna-se visível o aumento das vendas, já que a maioria dos consumidores que passam pela loja coloca pelo menos um destes itens em seus carrinhos. Esperamos que os valores do mercado continuem mantendo esta deflação, pois a vemos como positiva”, acrescenta o gerente do Nagai.

A reportagem tentou entrar em contato com o representante regional da Apas, para acrescentar se o cenário dos municípios do oeste paulista segue a mesma tendência, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

 

Consumidores

Gracinda Lourdes Pinheiro Moreira, 69 anos, conta que sentiu a queda no bolso e se diz satisfeita ao chegar às prateleiras dos mercados e conseguir pagar menos nos produtos que consome mais. A aposentada também deu ênfase aos artefatos de consumo diário, e incluiu perceber mais ofertas nos últimos meses.

“Nós, que somos aposentados, sempre observamos os valores dos itens que compramos, talvez até por hábito. Nos últimos meses, eu notei que algumas mercadorias estavam pesando menos no bolso e cheguei até a comentar com alguns amigos, para saber se eles sentiram o mesmo, e a resposta deles também foi positiva. Essa queda nos faz consumir mais, gastando menos. Isso é tudo que os clientes procuram”, ressalta a aposentada.

Porém, nem todos os consumidores tiveram a mesma opinião de Gracinda. Caso do funcionário público Carlos Antônio de Lima, 45 anos, que relatou não ser aparente esta diminuição. Para o prudentino, apesar dos dados apontados pelo índice, a deflação ainda não foi suficiente para resultar em economia de gastos.

“Acredito que os valores possam sim ter diminuído, mas o aumento dos últimos anos não deixou que percebessemos tanta mudança na hora de economizar. Percebo que um item ou outro apresentou variações positivas, mas a deflação deveria ser maior para diminuir realmente os nossos gastos”, comenta.

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