Índice Breteau bate 5,3 e Prudente tem risco de surto de dengue
Se comparado a outros municípios, Prudente não está em pior situação quando o assunto é número de casos de dengue registrado no ano. Ao todo, foram 38 confirmações e a realidade parece passar longe daquela vivida em 2013, quando a maior cidade do oeste paulista acumulou 3.730 incidências, no ano.
Com IB (Índice Breteau) fixado em 5,3, Presidente Prudente corre risco de surto de dengue, conforme aponta a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal). Como explica a Secom (Secretaria Municipal de Comunicação), o indicador "define a quantidade de mosquito em fase de desenvolvimento no município". Esta densidade larvária é considerada "tolerável" pela OMS (Organização Mundial da Saúde) quando menor que 1 e coloca a cidade em "situação de alerta" quando varia de 1 a 3,9. A situação preocupante é sinalizada então quando o indicador bate o número 4. Contudo, segundo a educadora de Saúde, Elaine Bertacco, não são apenas os números que inquietam a VEM, mas ‘a falta de preocupação por parte da população, que insiste em manter os criadouros do vetor". Pratos de planta e potes plásticos são os principais inimigos no combate à doença.
Se comparado a outros municípios, Prudente não está em pior situação quando o assunto é número de casos de dengue registrado no ano. Ao todo, foram 38 confirmações e a realidade parece passar longe daquela vivida em 2013, quando a maior cidade do oeste paulista acumulou 3.730 incidências, no ano.
Para que esse número não volte a se repetir e menos cidadãos sofram com a doença, a educadora faz um apelo aos moradores que, para ela, já estão mais do que avisados sobre o perigo iminente. "Os agentes que vão a campo estão assustados com o que encontram nas residências. Ninguém está nem aí para a dengue e, com isso, a situação pode virar e se tornar alarmante", lamenta.
Ao fazer uma análise do número de casos versus o descuido dos moradores, Bertacco é capaz de afirmar que os registros da doença não representam com total fidelidade o que ocorre no município. "Muitas pessoas deixam de ser diagnosticadas com dengue, seja porque não procuram o posto de saúde ou porque não retornam no dia exato para fazer o exame, entre outras razões", observa. "Com isso, creio que não contabilizamos os casos que de fato tivemos na cidade, pois dependemos do resultado positivo do laboratório. Também não conseguimos planejar com total eficácia o nosso trabalho com a nebulização, por exemplo", esclarece.
IPP
Ontem foi ainda divulgado o IPP (Índice de Infestação Predial), que ficou em 4,2%, o que também denota uma situação preocupante da doença na cidade. Segundo a Secom, para fazer os levantamentos, as equipes da VEM vistoriaram 4.132 imóveis. A pasta informa que a área de Prudente compreendida pelos bairros Monte Carlo, Prudentino, Mario Amato, Shiraiwa, Vale do Sol, Villa Real, Girassóis, Alto da Boa Vista, Higienópolis, Damha, entre outros, apresentou os piores índices.