Incoesp pedirá extensão de prazo ao MPE

Conforme Salzedas, “não há profissionais da área ambiental suficientes na região para realizar os laudos das 39 cerâmicas". “De modo que teríamos que importar essa mão de obra de fora, o que encareceria muito".

REGIÃO - Mariane Gaspareto

Data 21/02/2015
Horário 09:43
 

O Incoesp (Cooperativa das Indústrias Cerâmicas do Oeste Paulista) solicitará ao MPE (Ministério Público Estadual) um prazo maior para apresentar a documentação de regularidade empresarial e ambiental das 39 cerâmicas de Panorama e Pauliceia, contra as quais foram movidas ações civis públicas visando o combate da emissão de poluentes, conforme o diretor da cooperativa, Milton Salzedas.

Em novembro do ano passado, o MPE deu três meses para que as empresas apresentassem a documentação, e mais seis meses para que implementassem eventuais obras de adequações necessárias. Após o encerramento do prazo, este mês, a Justiça ainda não proferiu novas decisões nos processos. Conforme Salzedas, "não há profissionais da área ambiental suficientes na região para realizar os laudos das 39 cerâmicas". "De modo que teríamos que importar essa mão de obra de fora, o que encareceria muito".

Segundo Salzedas, a ação pegou as empresas em um "momento ruim", com um setor em crise, enfrentando um panorama de guerra fiscal, vendas desaquecidas, problemas na logística de transporte e expectativa de aumento na conta de energia, de forma que será necessário um prazo maior para cumprir a medida. Como noticiado por este diário, quatro cerâmicas fecharam suas portas na região nos últimos meses, somando-se às 25 que já encerraram as atividades na região - 19 delas em Panorama – desde o início da crise.

"Em reunião realizada nesta quinta-feira, o promotor não nos prometeu nada, mas disse que se colocássemos nossas necessidades no papel, poderia analisar a extensão do prazo", afirma Salzedas. A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da comarca foi procurada, mas preferiu não se pronunciar, visto que o encontro realizado com a Incoesp foi "informal".

 

Parceria


Segundo Salzedas, na reunião foi anunciada uma parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Mario Amato, de São Bernardo do Campo, e com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). "O Senai conta com técnicos ambientais que nos ajudarão a elaborar os laudos exigidos pelo Ministério Público, já o IPT nos apresentará um estudo de aproveitamento de resíduos dos tijolos quebrados, para melhor dispor dos ‘cacos’, e não perdê-los", afirma.
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