Hospital busca convênio com o Estado para manter demandas oncológicas da região

Unidade irá elaborar um plano de trabalho para análise técnica da Secretaria Estadual de Saúde; documento será entregue nos próximos dias, afirma a diretoria do Hospital de Esperança 

REGIÃO - WEVERSON NASCIMENTO

Data 24/10/2021
Horário 04:20
Foto: Cedida
Diretoria participou de uma reunião com Mauro Bragato e o secretário executivo da Saúde
Diretoria participou de uma reunião com Mauro Bragato e o secretário executivo da Saúde

Além de buscar pelo aumento do teto repassado ao HE (Hospital de Esperança) pelo governo Federal, a administração do hospital especializado em oncologia também reafirma a necessidade de repasse a nível estadual. Portanto, com o objetivo de melhorar a capacidade de atendimento aos pacientes oncológicos, o deputado Mauro Bragato (PSDB) organizou uma reunião, na manhã de quarta-feira, entre o secretário executivo da Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro Adriano, com o diretor presidente do Hospital do Câncer de Presidente Prudente, Felício Sylla, e com a superintendente da instituição, Mayara Moraes, para tratar da parceria com o Estado.

Deste ponto de vista, é relevante mencionar que em julho de 2020, o  Hospital do Câncer de Presidente Prudente realizou o ato de oficialização do convênio (01390/2020) da unidade com o Estado de São Paulo. Com isso, ao longo de três meses, o governo estadual repassou R$ 6,3 milhões para que o hospital recebesse pacientes do HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo, possibilitando que a unidade (HR) ampliasse o atendimento à pandemia da Covid-19 e demais demandas reprimidas. Vale lembrar que o Hospital do Câncer não recebeu pacientes com Covid-19, apenas permitiu que o HR atuasse com maior capacidade na pandemia.

Com o convênio firmado, o Hospital do Câncer abriu para estes pacientes 80 leitos clínicos e 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o que “desafogou” o Hospital Regional. Por mês, o convênio teve um repasse de R$ 2,1 milhões, totalizando os R$ 6,3 milhões ao longo dos 90 dias. Neste ano, quando a região ainda contava com altos índices de casos e internações em razão do novo coronavírus, o governo estadual firmou mais um convênio com o hospital e repassou mais oito parcelas, sendo a última prevista para o mês de dezembro.

Embora a pandemia já esteja se estabilizando na região, o Hospital de Esperança carece de repasse do governo estadual frente ao teto de despesas atuais. Conforme a superintendente do hospital, Mayara Moraes, nos meses em que a unidade especializada contou com convênio do Estado, recebeu também muitos pacientes oncológicos advindos de outras unidades de saúde, que, inclusive, estavam sem diagnóstico preciso para doença. “Quando você interna um paciente, por exemplo, você não faz apenas um diagnóstico, você fecha um tratamento. Esses pacientes foram absorvidos, o que, por consequência, também ocasionou um maior número de atendimentos no hospital”, explica.

O que se espera hoje, segundo ela, é fechar um novo convênio com o Estado para que se possa sanar a fila oncológica que existe no sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde). Com o novo aporte financeiro, o hospital poderá dar continuidade ao atendimento dos pacientes já assistidos, aos que foram acrescidos em época de pandemia, e aos novos casos que precisarem de diagnóstico preciso e tratamento em oncologia.  

“Na reunião, nós recebemos apoio do secretário executivo da Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro Adriano, que pediu para apresentarmos um plano de trabalho neste sentido, ou seja, o quanto iremos precisar financeiramente”, explica o presidente do Hospital de Esperança. “Do lado político, ficou na responsabilidade do deputado Mauro Bragato [PSDB] buscar recursos necessários para a implantação desse convênio, uma vez aprovado”, acrescenta. 

A entrega do plano de trabalho ao governo estadual, segundo Sylla, está prevista para os próximos dias, haja vista que também precisam anexar a programação orçamentária. A esperança da diretoria do hospital, é que a medida possa ser aprovada até janeiro de 2022, uma vez que o projeto pode passar por adaptações. Inicialmente, eles recorrem o convênio por um ano. O novo montante, somado ao possível aumento do teto repassado pela Portaria 690 autorizada pelo Ministério da Saúde, poderá proporcionar um equilíbrio financeiro ao hospital.

Fortalecimento da assistência
Considerando o assunto abordado, a reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde, que respondeu, por meio de nota, que a pasta mantém diálogo com gestores de todas as regiões, inclusive de Presidente Prudente, além de apoiar no fortalecimento da assistência. Exemplo disso é que a secretaria mantém convênio com o Hospital de Esperança e está repassando R$ 3,6 milhões entre outubro e novembro.

Na sequência, enfatizou que em reunião com representantes e gestores do serviço, o Estado orientou quanto aos trâmites necessários para solicitação de recursos, incluindo a elaboração de plano de trabalho para análise técnica – assim como citado pela diretoria do hospital. 

A Secretaria também acrescentou que, desde o ano passado, o Estado já repassou R$ 21 milhões à entidade para apoio na assistência. “O DRS-11 [Departamento Regional de Saúde]  mantém contato com gestores de todos os serviços da região para fortalecer o SUS. Nesse sentido, cabe destacar ainda que o Governo de São Paulo aumentou de R$ 13,2 milhões para R$ 14,3 milhões o valor anual repassado a 15 serviços de saúde da região de Presidente Prudente através do programa estadual “Mais Santas Casas”, com recurso extra do Tesouro estadual”, acrescentou.

 

HOSPITAL DE ESPERANÇA BUSCA FORÇA POLÍTICA DA FIESP
Foto: Cedida


Na quarta-feira, após participar de uma reunião com o representante da Secretaria Estadual de Saúde, o presidente do Hospital de Esperança, Felício Sylla, se encontrou com Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Na ocasião, solicitaram apoio da federação para habilitação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital do câncer e apoio para o aumento do teto repassado atualmente para unidade hospitalar através do Ministério da Saúde. “Pedimos a força política da Fiesp e o apoio de Paulo Skaf junto ao presidente da República, Jair Bolsonaro [sem partido]”, detalha o Sylla. A reunião foi mediada pela Ciesp/Fiesp (Centro e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), de Presidente Prudente, através de Itamar Alves de Oliveira Junior, Alexandre Shigueaki Sano, Wadir Olivetti Júnior e Francelino de Souza Magalhães.

 

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