Grupo criminoso que desviou R$ 13 mi de banco é alvo da Polícia Civil

Crime contou com a participação de ex-gerente de banco, contador e empresários da região de Presidente Prudente

REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI

Data 13/07/2020
Horário 11:11
Polícia Civil - Investigação foi concluída pela equipe da Deic-8
Polícia Civil - Investigação foi concluída pela equipe da Deic-8

Foi deflagrada na manhã de hoje, na região de Presidente Prudente, a operação Argentarii. O objetivo foi desmantelar uma associação criminosa que desviou mais de R$ 13 milhões de um banco – crime que contou com a participação de gerente, contador e empresários que adquiriram empréstimos de maneira fraudulenta.

Conforme a Polícia Civil, dos 13 mandados de prisões temporárias expedidos pela Justiça, 12 foram cumpridos até o final da manhã. Outros 13 mandados de busca e apreensão domiciliares ocorreram em diversas cidades da região, bem como o sequestro de mais de 4,5 milhões em bens frutos dos ilícitos, que estão em nome dos integrantes da organização.

Conforme o delegado de polícia, Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, o crime ocorria desde 2013, mas as investigações só tiveram início em 2017 quando a instituição acionou a Delegacia de Polícia Civil de Euclides da Cunha Paulista. O inquérito seguiu para a 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais), da Deic-8 (Divisão Especializada de Investigações Criminais).

“Trata-se de um sofisticado esquema criminoso voltado à obtenção fraudulenta de empréstimos bancários e lavagem de dinheiro, os quais eram concedidos a empresas fantasmas, compostas por ‘laranjas’”, afirma a Polícia Civil.

Saiba como agiam os criminosos

De acordo com a polícia, a ação contava com a participação de um gerente geral de agência bancária, que já foi demitido, e um contador para a organização burocrática. Conforme a investigação, empresários adquiriam empresas inativas, promoviam as alterações de seus quadros societários e objetos sociais, transformando-as em empresas transportadoras.

Após comprovarem falsamente rendimento milionário em nome das empresas fantasmas, obtinham empréstimos bancários de "valores exorbitantes", os quais eram aprovados de maneira também fraudulenta pelo então gerente. Os prejuízos à instituição financeira passam de 13 milhões, segundo a polícia.

Um dos integrantes do grupo aplicava golpes enquanto se passava por delegado de Polícia Federal.

Durante as buscas, desenvolvidas em Umuarama (PR); Monte Castelo; Tupi Paulista; Osvaldo Cruz e São João do Pau d'Alho, foram apreendidos e sequestrados 13 veículos, três caminhões, além de ter sido determinado o sequestro de cinco imóveis e o bloqueio de valores em contas corrente dos envolvidos.

Ainda, foi apreendido dinheiro em espécie na casa de um dos integrantes, e diversos contratos sociais e documentos relacionados, que serão analisados para novas fases da investigação.

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