Estudantes superam desafios da rede pública com cursinho

PRUDENTE - ANNE ABE

Data 24/09/2017
Horário 14:40
A qualidade do ensino fundamental e médio, que são a base do aprendizado, reflete no desempenho dos alunos, que podem enfrentar dificuldades em conseguir uma boa colocação nos vestibulares. Uma saída encontrada é complementar seus estudos por meio de cursinhos pré-vestibulares, que os auxiliam na disputa por uma vaga em uma unidade de ensino superior. Um desses exemplos é o Rafael Borges Rodrigues Vieira, 17 anos, que passou em 18º no curso de Engenharia Mecânica da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Ele conta que sempre estudou em escola pública e, através de um amigo, decidiu frequentar um cursinho, que foi essencial para o resultado obtido. Porém, por estar por ainda estar cursando o 3º ano do ensino médio, o estudante não pode segurar a vaga até o fim do ano. “Se não fosse o cursinho ia ser difícil passar no vestibular, porque há conteúdos que não são passados na escola, ou eu só ia ver no final do ano e, ainda assim, de forma superficial. A escola ajudou a formar a minha cabeça, o meu intelectual”, declara. Mesmo não podendo realizar a matrícula, Rafael considera o resultado importante para a aquisição de experiência e não irá deixar de tentar uma vaga no curso que sempre desejou. “Estou estudando bastante em casa, lendo muito, além de frequentar o curso, onde fico cerca de quatro horas”, acrescenta. Outra que garantiu sua vaga no ensino superior, Rebeca Campos Emiliano da Silva, 19 anos, que deixou o ensino médio ano passado e já ingressou no curso de Engenharia Cartográfica da Unesp, em que conquistou o 20º lugar no vestibular. A universitária também estudou em escola pública e frequentou um cursinho para conseguir a boa colocação. Ela relata que seu objetivo sempre foi uma universidade federal e ela conquistou, pois também passou na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). No entanto, devido às dificuldades financeiras, optou por estudar na cidade mesmo. “Acho que só com o aprendizado da escola eu não teria conseguido passar nessas faculdades. Também tive que me dedicar muito, estudava seis horas por dia em casa, e no cursinho eram quatro horas e meia”, expõe sobre a rotina de estudos. Por fim, a reportagem entrou em contato com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para saber o que é feito com essa parcela de alunos que chega a esse estágio de ensino ainda com dificuldade na alfabetização. Contudo, a pasta informou que a responsabilidade de alfabetizar é do município e até o fechamento desta edição, não enviou nenhum outro posicionamento acerca do ensino médio.
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