Esforços de acolhimento do Sapru persistem apesar de pouco aumento na procura

Local é voltado para o atendimento de pessoas em situação de rua e possui 50 vagas, sendo 38 masculinas e 12 femininas, além de 25 camas emergenciais para situações de necessidade

PRUDENTE - CAIO GERVAZONI

Data 04/06/2024
Horário 10:21
Foto: Andreia da Silva Subtil
Sapru, também conhecido como antiga Casa de Passagem, fica na Rua Napoleão Antunes Ribeiro Homem, 431, no Jardim Marupiara
Sapru, também conhecido como antiga Casa de Passagem, fica na Rua Napoleão Antunes Ribeiro Homem, 431, no Jardim Marupiara

O Sapru (Serviço de Acolhimento Provisório de Rua) de Presidente Prudente não registrou aumento considerável de acolhimentos na última semana durante a onda de frio que atingiu a região do oeste paulista. Porém, de acordo com a coordenadora de gestão do Suas (Sistema Único de Assistência Social), Andreia da Silva Subtil, os esforços para acolher pessoas em situação de rua continuam firmes.

“São realizadas abordagens diurnas e noturnas pela equipe do Serviço Especializado em Abordagem Social, ofertando o Serviço de Acolhimento. Vale ressaltar que a maioria das pessoas em situação de rua é comprometida com drogas ou álcool, preferindo a permanência nas ruas por facilitar o acesso às substâncias psicoativas”, explica Andreia. 

Segundo a coordenadora de gestão do Suas, durante essas abordagens, são oferecidos cobertores, lanches e serviços da assistência social, incluindo o Centro POP (Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua,) que oferece banho, lanche e atendimento com equipe multidisciplinar de segunda a sexta-feira em horário comercial. O Centro POP está localizado na Rua Joaquim Nabuco, 1346, na Vila Paraíso.

Já o Sapru, também conhecido como antiga Casa de Passagem, fica na Rua Napoleão Antunes Ribeiro Homem, 431, no Jardim Marupiara. O local possui 50 vagas, sendo 38 masculinas e 12 femininas, além de 25 camas emergenciais para situações de necessidade. “É oferecido atendimento com equipe multidisciplinar, pernoite, cinco refeições diárias e higiene pessoal”, detalha a diretora.

Andreia indica que os acolhidos podem permanecer no local enquanto trabalham junto à equipe para elaborar um projeto de vida que os ajude a superar a situação de rua, sendo cada caso avaliado individualmente. “De acordo com nossas normativas, a ideia é, junto com o acolhido, elaborar um projeto de vida para que supere a situação de rua, mas é visto caso a caso”, pontua.

Questionada sobre as condições para que as pessoas sejam aceitas no local, Andreia pontua: “Vínculos familiares rompidos, faixa etária de 18 a 59 anos, com independência em suas rotinas diárias”.  

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