Entregadores de delivery e serviços similares protestam em Prudente

Categoria reivindica melhores condições de trabalho por parte dos empregadores, aumento da diária do motociclista e o repasse correto das taxas; segundo a organização, 80 motoristas aderiram ao protesto

PRUDENTE - WEVERSON NASCIMENTO

Data 24/09/2021
Horário 18:36
Foto: Weverson Nascimento
Motociclistas percorreram as principais avenidas da cidade
Motociclistas percorreram as principais avenidas da cidade

Como anunciado, na manhã desta sexta-feira os entregadores de delivery e serviços similares paralisaram as atividades em Presidente Prudente. O protesto, que contou com o apoio de 80 motoristas, segundo a Associação de Motoboys de Presidente Prudente e Região, reivindica melhores condições de trabalho por parte dos empregadores.
Hoje, após às 8h30, os motociclistas se concentraram na Avenida 14 de Setembro, no Parque do Povo, e em seguida saíram em motociata pelas principais avenidas da cidade como a 11 de Maio e a Coronel José Soares Marcondes. Dentre as reinvindicações da categoria, está o aumento da diária do motociclista com tabela mínima de R$ 90 para entrega no período de almoço e R$ 110 no jantar; alimentação do profissional de acordo com o turno; ajuda de custo para despesas da moto; e repasse correto das taxas aos motociclistas.
De acordo com a vice-presidente da Associação de Motoboys de Presidente Prudente e Região, Terezinha Alves dos Santos, a atividade profissional dos entregadores vem sendo desvalorizada por parte de alguns empregadores, que não oferecem boas condições de trabalho. “Se o profissional se lesiona, por exemplo, eles colocam outro no lugar e descartam completamente o motociclista, mesmo após sua recuperação. Além disso, eles não oferecem suporte ao motoboy lesionado e muito menos à família dele”, explica.
Terezinha acrescenta que, diante desta situação, muitos motociclistas têm trabalhado com lesões, uma vez que se sentem pressionados e com medo de perder o contrato com a empresa. Por fim, reforça que, mesmo no pico da pandemia, período em que a categoria foi valorizada frente às medidas de isolamento social, muitos profissionais não foram beneficiados pelas empresas.  

Em busca de acordo

No local, a reportagem conversou com dois profissionais que relataram a situação enfrentada pela categoria em Presidente Prudente. O motorista Ivan do Nascimento, 46 anos, que atua com entregas delivery e serviços similares há 3 anos, explica que a categoria “precisa ser respeitada” por parte dos empregadores, principalmente no que diz respeito ao pagamento da diária e ao repasse das taxas de entrega. “Lutamos pelo repasse correto das taxas, que, por vezes, não recebemos”, explica. “Muitas vezes a moto quebra, o motociclista fica dois ou três dias sem trabalhar e, quando volta ao estabelecimento, já está desempregado”, acrescenta. Ainda segundo Ivan, o protesto também busca chamar atenção dos empregadores para que seja firmado um acordo de melhoria entre as partes. 
O motoboy Jeferson Rodrigues, 33 anos, por sua vez, destaca que aderiu à paralisação em busca de melhores condições para a classe, uma vez que muitos dos profissionais estão sendo desvalorizados. “Acontece da gente se acidentar e o empregador colocar outro no lugar. Eles nos deixam sem amparo nenhum e isso dificulta nossas vidas”, detalha o profissional, que trabalha no segmento há 16 anos. “Eles precisam de nós e nós deles. Por isso, precisamos achar um meio termo que fique bom para os dois lados”, enfatiza. 
Nesta sexta, após percorrerem as principais avenidas da cidade, muitos motoristas decidiram voltar ao trabalho. 

Fotos: Weverson Nascimento

entregadores de delivery de presidente prudente e região protestam por melhores condições de trabalho
Entre reivindicações está o aumento da diária do motociclista e maior valorização profissional

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Motociclistas se concentraram na Avenida 14 de Setembro, no Parque do Povo

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