Empresa proíbe desembarque de ônibus dentro de PP

Serviço é realizado pela Jandaia, que tomou a decisão para evitar conflitos com as companhias de circulação municipal

PRUDENTE - ANNE ABE

Data 29/12/2017
Horário 12:45

Embarcar em um transporte coletivo intermunicipal para desembarcar no próprio município passa a ser proibido em Presidente Prudente. Na cidade, o serviço é realizado pela Jandaia Transportes e Turismo, que tomou a decisão para evitar problemas futuros com as empresas de circulação municipal, haja vista que os passageiros deixavam de utilizar os ônibus da cidade para usufruir daqueles que são destinados às cidades da região.

O ocorrido, na verdade, sempre foi algo “inconstitucional”, segundo o gerente de transportes da Jandaia, Norberto Corazza, o qual garante que o problema já foi solucionado. Informa que a frequência do fato não era de conhecimento da administração, porém, os motoristas foram orientados a não permitir o embarque de passageiros que vão descer dentro da mesma cidade. “Vendíamos passagens para os municípios da região, mas não sabíamos que eles desciam antes. Determinamos aos funcionários que isso não pode ocorrer, pois invade o serviço do sistema urbano. Orientamos a pegar apenas aqueles que vão para fora”, pontua.

A empresa garante que a mudança irá afetar apenas aqueles que utilizavam o transporte intermunicipal erroneamente. Desta forma, para que a decisão seja cumprida, o gerente informa que, ao entrar no perímetro urbano de Prudente, os motoristas não irão permitir a entrada de passageiros nos ônibus vindos de outras cidades, ou seja, no sentido bairro-terminal. “Para o pessoal que vem das cidades da região, nada mudou, pode embarcar e desembarcar em qualquer ponto. Somente para os que residem em Prudente e estavam usando os carros da Jandaia, que não vão poder desembarcar dentro do município”, explana.

Por fim, Norberto reforça o pedido para que os moradores utilizem a rede de transportes municipal para chegar ao centro ou outros pontos. “Isso pode causar problemas com as empresas dentro do perímetro urbano, então, pedimos ao pessoal da cidade que não tome os ônibus intermunicipais”, acrescenta Norberto.

 

Usuários do transporte

A aposentada Irene Peruque, 60 anos, já presenciou o desembarque de passageiros do ônibus intermunicipal dentro da cidade. Relata que, normalmente, as pessoas entram no veículo no terminal urbano e descem no fim da Avenida Brasil. Ela diz que, desde que as paradas não atrapalhem o trajeto até a sua cidade, Anhumas, não se incomoda com o fato. “Se a pessoa está pagando, tem o direito de parar onde quiser, se não interferir no trajeto até as outras cidades”, declara.

Por diversas vezes, a aposentada Aurora Aves Rugas, 67 anos, também já viu passageiros descendo em meio à avenida, após terem embarcado no terminal, no ônibus com destino a Taciba. A usuária diz que concorda com a proibição, em razão de atrasar a viagem até os outros municípios. “Os ônibus da cidade já são para atender essas pessoas, não tem motivo para pegar os que vão pra fora”, considera.

Em contrapartida, a moradora do Jardim Cobral, Nair Ribeiro, 78 anos, é contra a medida, tendo vista que já precisou utilizar a condução que vinha de Álvares Machado, para chegar até o centro da cidade. A aposentada declara que tomou essa atitude, pois as linhas que abrangem seu bairro possuem um intervalo de tempo muito longo ou, muitas vezes, atrasam. “Esse ônibus passa mais cedo e é mais rápido, então, pegava em caso de urgência. Sou contra isso, porque pago a passagem como todos”, afirma.

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