Uma manifestação de amor ao Sport Club Corinthians Paulista tomou conta dos altos da Avenida Washington Luiz, com a concretização do 31º título do Paulistão pelo Todo Poderoso no empate maluco em 0 a 0 com o Palmeiras no jogo de volta da decisão do estadual na noite de ontem. No placar agregado: Corinthians 1 x 0 Palmeiras.
O Ponto de Encontro do Gaviões da Fiel em Presidente Prudente proporcionou uma marcha pela avenida após o título alvinegro, e a Washington Luiz virou Itaquera. A “festa na favela, alegria do povão” foi para o centro: bandeiras, sinalizadores e os cânticos da torcida corinthiana embalaram a comemoração catártica da Fiel até por volta da 1h30 da madrugada desta sexta-feira.
Teve poropopó e os tradicionais breques dos Gaviões: “Contra todo ditador que no Timão quiser mandar” e “Pacaembu ela domina, Morumbi ela destrói”. Não faltou provações ao rival da Barra Funda: torcedores seguravam uma cabeça de porco no epicentro do batuque corinthiano na Washington Luiz, simbolizando a vitória sobre o maior rival numa decisão que foi encarada como uma guerra de 180 minutos pela Fiel. Em Prudente e pelos quatro cantos do Estado e do Brasil, a torcida do Corinthians voltou a lavar a alma após seis anos sem conquistar um caneco.
O Timão leva o Paulistão 2025. Aos rivais, a edição do estadual mais acirrado do futebol brasileiro finalizada na quinta-feira fica no diminutivo. A Fiel encarnou o Corinthians, e o Corinthians encarnou a Fiel. A festa da conquista segue sendo saboreada pela torcida alvinegra, porém o calendário do futebol tupiniquim é voraz. Com ou sem ressaca, o Timão vai para Bahia onde neste domingo, às 20h, volta a campo para encarar o EC Bahia na Arena Fonte Nova, em Salvador, na estreia do Brasileirão 2025.
Dezessete corinthianos de Presidente Prudente e região partiram em caravana na manhã de quinta-feira rumo à Neo Química Arena, em Itaquera, para se juntar aos quase 50 mil da Fiel Torcida no que foi descrito como um “caldeirão” durante a final do maior Derby do país. A reportagem de O Imparcial — que acompanha o cenário futebolístico do Corinthians sem neutralidade — ouviu Murilo Souza, responsável pelo Departamento de Caravana do Gaviões Prudente, que destacou o caráter “diferenciado” da mobilização pelo Corinthians e contra o maior rival.
“A caravana em si já foi e já era monstra [pelo contexto o jogo]. Saímos daqui muito animados: cantando nosso glorioso hino, cantando nossos cânticos dentro da van. A viagem é longa, então, gastamos a voz nessa caravana. Chegando em São Paulo, encostamos na quadra dos Gaviões, aquele clima de preparativo para festa, que todo mundo viu na TV”, conta Murilo.
O diretor de caravana deu sua perspectiva sobre a mística corinthiana que rondou a capital antes e durante a decisão. “Em São Paulo, o clima na quadra dos Gaviões era do preparativo para batalha e festa”, relatou. Murilo descreveu a cena pré-jogo no entorno da Arena Corinthians, a chegada ao estádio e atmosfera aos longo dos 90 minutos decisivos:
“Quatro horas da tarde já estava cheio de gente no entorno do estádio, aquele clima de corithiano, aquele clima que nós gosta, todo mundo cantando, fazendo aquele samba, cê [sic] é doido, não tem coisa melhor que isso. E na hora do jogo né, que é o mais importante, todo mundo entrando no estádio, Gaviões Prudente em qualidade, chegando firme. Dentro do estádio, as pessoas viram [o que foi a festa da torcida], não? Quem acompanhou, viu a festa que foi, a arquibancada pulsando os 90 minutos, cê é louco [sic], e quem ganhou o jogo lá foi a Fiel. A Fiel Torcida catou aquele penalti junto com o Hugo, e não tinha como os caras [do Palmeiras] serem campeões, mano, não tinha como eles ganharem da gente, esse título já era nosso, dentro de casa não tem como tirar de nós. A Fiel Torcida mostrou que nós somos únicos e diferentes”, concluiu.
Cedida/Gaviões da Fiel – PDE Pres. Prudente
Corinthianos de Prudente e região acompanharam o título do Timão in loco