O Dia Nacional da Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, lembrado nesta segunda-feira, 24 de junho, deve ser marcado pela luta contra o capacitismo, tipo de discriminação ou preconceito social contra pessoas com alguma deficiência. Para o diretor da Afipp (Associação de Apoio ao Fissurado Lábio Palatal de Presidente Prudente e Região), Célio Yudi Sato, a data deve ser vista ainda como uma celebração, tendo em vista a oferta de serviços especializados para os que precisam.
Atualmente, a entidade conta com aproximadamente 150 usuários cadastrados, entre crianças, adolescentes e adultos da capital do oeste paulista, que recebem atendimentos de profissionais contratados e voluntários nas áreas de serviço social, psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia, otorrinolaringologia, oftalmologia, odontologia e ortodontia.
Célio explica que a fissura labiopalatina trata-se de uma abertura na região do lábio e/ou palato, ou seja, o céu da boca, ocasionada pelo não fechamento destas estruturas, entre a quarta e a 12ª semana de gestação. Pode trazer comprometimento para estética, dentição, audição e, principalmente, para a fala do paciente.
“Não há apenas uma causa para a ocorrência da fissura, há diversos fatores que podem determinar o aparecimento, destacando-se fatores genéticos, doenças durante a gravidez, uso de determinados medicamentos, principalmente quando utilizados no primeiro trimestre da gestação. Ainda, uso de álcool, cigarro, falta de vitaminas, como o ácido fólico, entre outros”, cita.
Sobre a importância de conscientizar a população sobre a fissura labiopalatina, Célio acredita que a data serve para alertar a sociedade sobre “o prejuízo de atitudes discriminatórias e preconceituosas às pessoas acometidas por esta malformação”.
“Apelidos, bullying? São muitos e de várias formas. E todos precisam ser erradicados. Retratam as ofensas de caráter físico ou psicológico que são praticadas de forma intencional e repetitiva por uma pessoa ou grupo de pessoas a outro indivíduo com alguma fragilidade ou dificuldade, que o coloca em situação de desvantagem em relação às demais”, ressalta.
“As pessoas com fenda labiopalatina estão sujeitas a uma maior frequência da ocorrência de bullying, sofrendo consequências negativas e prejuízos na formação educacional e no desenvolvimento social, na interação e, principalmente, na comunicação”, conta.