Mais uma vida perdida. A Prefeitura de Presidente Prudente confirmou, nesta segunda-feira, a nona morte por dengue no município em 2025. A vítima, um homem de 49 anos, faleceu na última quarta-feira, engrossando a estatística de uma tragédia que se repete ano após ano.
O surto na capital do oeste paulista já vitimou outras oito pessoas neste ano, sendo cinco homens – de 77, 59, 63, 74 e 29 anos – e três mulheres: uma de 27 anos e duas de 61 anos. Os números não são apenas alarmantes, são um grito de socorro de uma população que, entre descuidos individuais e omissões públicas, se vê refém de um inimigo microscópico, mas letal.
A dengue não é novidade. As campanhas de conscientização se multiplicam a cada verão, os alertas são constantes e os números de casos crescem de forma assustadora. No entanto, o ciclo vicioso permanece: proliferação do mosquito, explosão de casos, hospitais sobrecarregados e luto em famílias que perdem entes queridos para uma doença evitável.
Diante desse cenário, é urgente que governo e sociedade ajam com a seriedade que a situação exige. O poder público precisa reforçar as ações de combate ao Aedes aegypti, intensificar a fiscalização e garantir atendimento adequado às vítimas da doença. A população, por sua vez, deve fazer sua parte, eliminando criadouros e se protegendo.
A dengue mata, e os números são prova disso. Quantas mortes ainda serão necessárias para que se leve esse problema a sério?