Pois é! A democracia é o menos pior dos regimes políticos se comparado com quaisquer outros que já ocorreram na história. No Brasil, temos somente 35 anos de democracia. Talvez por essa razão ainda não incorporamos que a democracia é governo do povo, pelo povo e para o povo. O voto – alma da democracia – não é valorizado e os políticos tornaram-se vitalícios. E deu no que deu, né?
Não abandonamos nossas casas com portas e janelas abertas. No entanto, fazemos isso com o dinheiro público. Veja a previsão da grana 2020 - Câmara dos Deputados: R$ 6,3 bilhões. Senado Federal: R$ 4,5 bilhões. Dá pra acreditar que eles gastam R$ 30 milhões por dia? É sério! Dividindo o total por 365 dias dá quase R$ 30 milhões por dia! Só na Câmara são 2.894 servidores, 1.456 em cargos especiais, 8.949 secretários parlamentares e 3.260 terceirizados. Total: 16.559 (dados de março 2019). Senado: cerca de 9.000.
Não abandonamos nossas casas com portas e janelas abertas. No entanto, fazemos isso com o dinheiro público
No Congresso Nacional, “trabalham” mais de 25 mil pessoas, número maior que habitantes de cidades inteiras. Em agosto, eles irão ao Congresso somente nas duas primeiras semanas, mas receberão o mês integral da grana dos impostos do trabalhador brasileiro! Falta de compostura e de escrúpulos dessa manada, não é não? Certamente temos responsabilidade por isso tudo, pois não reagimos aos “crimes legalizados
E a tesoura afiada do governo, é claro corta mais e mais a Educação. Em 2019, subtraíram R$ 7,4 bilhões, podendo chegar a R$ 10 bilhões em 2020. E ainda eles têm a insolência de propor aumento de mais impostos! Prezado leitor, os políticos procedem dessa forma, embora precisem do nosso voto, imagine, você, se não precisassem... E parece que estamos no pior dos tempos, né? Não é. Já foi pior com as chibatadas em escravos negros em troncos durante 350 anos, foi pior na era Ademar de Barros, na era Maluf, nas ditaduras.
Dessa forma, contudo e apesar de tudo, leitor, hoje pode ainda ser considerado um período de semeadura: vê-se maior interesse do povo pela política, como raríssimas vezes aconteceram. Quem faz uma nação é o seu povo, então - tenhamos esperança - há um bom sinal no horizonte.