Cultivo de hortifrutis é prejudicado por temporada de precipitações

PRUDENTE - Victor Rodrigues

Data 28/01/2016
Horário 06:04
 

A temporada de chuvas tem prejudicado a agricultura, sobretudo o cultivo de hortifrutis na região de Presidente Prudente. A maioria das pessoas que fizeram o plantio de verduras, legumes e frutas nesta época do ano, teve suas hortas afetadas. Grãos e culturas como a cana-de-açúcar, por exemplo, não foram afetas. Já os recentes temporais têm beneficiado a pastagem. É o que afirma o engenheiro agrônomo Yassuyuki Horio, da Casa da Agricultura de Prudente, órgão vinculado à Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) do Estado de São Paulo.

"Os mais afetados são os que vão na nossa mesa todos os dias, como tomate, alface, rúcula, beterraba, e outros", comenta Horio. As hortaliças, por serem mais frágeis, sofrem mais ainda com as fortes pancadas de chuva. "Se salvaram aqueles que utilizam estufa, e estes são a minoria dos produtores rurais", acrescenta.

Entre as frutas, a melancia foi outra grande afetada. "Conheço um produtor que tentou plantar duas vezes, mas perdeu tudo. Ele vai esperar a estiagem para retomar o plantio", explica.

De acordo com o agrônomo, o período entre outubro e fevereiro é arriscado para estas culturas, devido à tradicional temporada de chuvas. Por conta disso, a região passa a ser abastecida por produtos de outras localidades, e a reposição das bancadas dos mercados e das feiras é feita por hortifrutis cultivados em estufa, um procedimento mais caro, que é repassado para o consumidor. "Devido à falta, já encontramos tomate hoje por R$ 9 o quilo. E quanto mais perdurarem essas chuvas, mais caras ficarão as verduras e os legumes. Em março teremos queda", prevê Horio.

Além do cultivo, outro fator que tem complicado a situação do produtor é a logística. Devido às fortes chuvas, boa parte das estradas rurais está danificada, assim como pontes e demais trechos de estradas de terra prejudicadas pela erosão e lamaçal.

 

Estado de Emergência


Entre os últimos meses do ano passado e essas primeiras semanas de 2016, várias cidades da região decretaram estado de emergência por serem afetadas pelas fortes chuvas. Recentemente, por exemplo, a vazão dos rios Paraná e Paranapanema, que banham Rosana e Teodoro Sampaio, prejudicaram os municípios. A chuvarada comprometeu a população ribeirinha e os dois balneários ficaram interditados temporariamente, até o recuo da água. As famílias afetadas também receberam o suporte dos municípios.

De acordo com a Coordenadoria da Defesa Civil do Estado de São Paulo, a decretação de situações de anormalidade – situação de emergência ou estado de calamidade pública – é ato exclusivo de competência municipal, e não há obrigatoriedade do município em informar outras esferas de governo.

Segundo a Assessoria de Imprensa do órgão, na 10ª RA (Região Administrativa) do Estado, em 2015, dez cidades solicitaram homologação estadual das situações de emergência: Santo Anastácio pediu ajuda devido  a enxurradas, em fevereiro, e chuvas intensas em novembro. Lucélia esteve na lista devido às recentes chuvas intensas do fim do ano. Pirapozinho, em março, também pediu socorro, por conta das chuvas, e epidemia de dengue. Presidente Venceslau entrou em contato com o órgão de segurança estadual devido a estragos de alagamentos. Segundo a relação, Sagres sofreu com enxurradas; Rancharia teve erosão continental; Panorama foi afetada por vendaval; assim como Santo Expedito, Junqueirópolis e Teodoro Sampaio.

 
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