Presidente Prudente registrou, em julho, umidade relativa do ar média de 55%, cerca de 11% menor do que a média histórica para o mês, que é de 62%. O tempo seco é por conta da falta de chuvas na cidade, com 17,2 milímetros de precipitação, em média, durante julho, valor 60% menor do que a média histórica, que é de 42 milímetros. "Em condições normais, volta a chover com mais intensidade apenas em meados de setembro", ressalta o professor doutor José Tadeu Garcia Tommaselli, do Departamento de Geografia da FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista), campus prudentino.
"A frequência de precipitação em julho e agosto é mesmo muito baixa, então, a situação está dentro da normalidade", explica o pesquisador. Segundo ele, principalmente quem sofre com problemas respiratórios deve ficar atento, pois, a partir de agosto, com o aumento das temperaturas médias, a sensação de desconforto causada pelo tempo seco pode ser ainda pior. "O mês de julho foi realmente muito seco, mas as temperaturas baixas amenizam essa sensação", detalha.

17,2 mm foi a média de chuvas em julho
O professor também chama a atenção para as baixas temperaturas na região. "Eu não me lembro de um frio tão prolongado aqui em Prudente", pontua Tommaselli, recordando que, desde abril, as temperaturas mínimas absolutas registradas foram abaixo de 8ºC. "Quando essa temperatura mínima permanece na casa de 10ºC é algo normal, mas, em alguns casos, ela caiu para 4ºC, o que já é um frio mais intenso", completa. A temperatura mínima absoluta em abril chegou a 6,9ºC, a 7,2ºC em maio, a 5,2°C, em junho e a 5,6ºC em julho deste ano.
Dicas e cuidados
Quem sofre com problemas respiratórios, como, por exemplo, asma (que é uma bronquite alérgica), rinite ou outros tipos de bronquite, deve tomar alguns cuidados para evitar ter problemas por conta do tempo seco. "Evitar exercícios extenuantes nos horários de picos de temperaturas, utilizar umidificadores ou mesmo uma bacia d’água ou uma toalha molhada, e beber bastante líquido", são algumas das dicas do médico e professor de pneumologia da Faculdade de Medicina da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), Guilherme Zimmerer Lorentz. "O paciente que apresentar agravamento dos sintomas deve procurar um médico", ressalta.
SERVIÇO
Reduzido volume de chuvas sobre PP gera redução na umidade relativa do ar, cujos efeitos podem ser piores nos próximos dias