Animal tem hemorragia após receber microchip e idosa quer ressarcimento

O estabelecimento ainda questiona a parte do corpo da cadela onde o microchip foi implantado, dizendo não ser aquele o lugar indicado para tal procedimento. E ainda criticam a falta de socorro por parte do centro.

PRUDENTE - Elaine Soares

Data 06/03/2015
Horário 08:35
 

Noêmia Alves Tenório, 79, ainda falava com espanto sobre as cenas que presenciou. Segundo a aposentada, após receber um microchip sob sua pele por um agente do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), sua cadela Meg teve uma hemorragia e precisou ser socorrida por um médico veterinário. A moradora do Jardim Jequitibás, em Presidente Prudente, está certa de que o comportamento do animal tenha sido uma reação ao procedimento executado pelo agente do órgão municipal e aguarda os recibos da clínica que socorreu Meg para tentar um ressarcimento da prefeitura.

No final da tarde de ontem, Meg estava melhor para a felicidade de Tenório, que contou ter se assustado quando se deparou com a cadela ensanguentada momentos após a visita do agente. Ela achou que o animal não resistiria e, desesperada, acionou uma clínica particular que, prontamente, socorreu a cadela.

Jornal O Imparcial Ensanguentada, a cadela Meg teve que ser socorrida por veterinário particular

Uma funcionária da clínica veterinária, que não quis se identificar, disse ser testemunha do mau estado do animal. O estabelecimento ainda questiona a parte do corpo da cadela onde o microchip foi implantado, dizendo não ser aquele o lugar indicado para tal procedimento. E ainda criticam a falta de socorro por parte do centro.

Em contato com o diretor do CCZ, Célio Nereu Soares, ele disse não ter recebido qualquer reclamação, no entanto, garantiu que o órgão municipal arcará com todas as responsabilidades se for comprovado o erro por parte do agente. Por outro lado, explicou que o microchip é um material estéril, introduzido por uma agulha, que não traz risco algum para o animal, e já implantado em quase 20 mil cães da cidade, sem problemas. "É preciso se apurar a real causa deste sangramento para depois fazer qualquer afirmação", salienta.

Por diversas vezes, a reportagem tentou contato com o médico veterinário que propriamente atendeu ao chamado da idosa, mas ele não atendeu ao telefone na tarde de ontem.
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