Em Presidente Prudente, o número de adesões a planos de assistência médica cresceu 5,15% nos últimos dois anos. De acordo com dados disponibilizados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) à reportagem de O Imparcial, 85.814 eram beneficiárias em novembro de 2020. Já no mesmo período de 2022, o quantitativo saltou para 90.240. A elevação já era observada no mesmo mês de 2021, quando 87.169 prudentinos recorriam ao serviço.
De acordo com o economista prudentino Moisés Martins, a alta está totalmente vinculada à pandemia da Covid-19, que chamou a atenção das pessoas para a necessidade de cuidar da própria saúde. Ele aponta que a preocupação diante da possibilidade de ficar hospitalizado e o medo da morte levaram o cidadão a se precaver mais e encontrar na saúde suplementar um facilitador.
No entanto, há outros fatores que corroboraram para o cenário. Moisés destaca que, entre eles, está o aumento das coberturas, que fez com que mais interessados contratem um plano para ter acesso a diferentes serviços além das consultas médicas. Outro atenuante é a alternativa de firmar planos reduzidos, que possibilitem custos menores, mas ainda sejam eficientes. “Há aqueles com limites de consultas por mês e outros que oferecem serviços a distância, como a telemedicina”, exemplifica.
O economista também cita o envelhecimento da população, situação que eleva a procura pela saúde suplementar, considerando que pessoas com idade avançada necessitam de atendimentos com mais frequência.
O custo dos medicamentos é outra justificativa. “Para evitar gastos excessivos com remédios, as pessoas optam por fazer consultas e acompanhamentos periodicamente como forma de prevenção”, pontua.
Os planos de assistência exclusivamente odontológica também aumentaram no período em questão. Os dados da ANS revelam que, em novembro de 2020, havia 21.424 beneficiários. O número evoluiu para 22.782 em 2021 (crescimento de 6,33%) e para 25.178 em 2022 (alta de 17,52% em relação a 2020).