Acesso aos deficientes e idosos é garantido

Seções foram equipadas com mecanismos para garantir acessibilidade aos que têm dificuldade de locomoção e de visão

PRUDENTE - MELLINA DOMINATO

Data 04/10/2016
Horário 08:52

 


A questão da acessibilidade sempre fica em evidência nas eleições. Sendo assim, entre as 498 seções eleitorais distribuídas pelos 57 locais de votação de Presidente Prudente, 94 foram consideradas especiais. Estas foram equipadas com diversos mecanismos para garantir ao cidadão com alguma restrição de acessibilidade, dificuldade de locomoção e de visão, o acesso ao local de votação e, consequentemente, ao voto. O principal palco de acessibilidade foi a Etec (Escola Técnica Estadual) Prof. Adolpho Arruda Mello, que teve 8 das 18 seções instaladas no pátio para garantir segurança aos eleitores, a maioria idosos, além dos deficientes.

Jornal O Imparcial Elenilson Souza

"Este é um dever cívico que tenho que cumprir. Tenho saúde para isso e não vou parar de votar enquanto tiver saúde para tal", menciona a pensionista Maria José Damião, 92 anos. Acompanhada da filha e da neta, nem precisou de cola. "Já tinha gravado os números na cabeça. Já tinha escolhido meus candidatos", conta. Para usar a urna eletrônica, ela teve ajuda da neta, já que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permite o acompanhamento na cabine de votação, por uma pessoa de sua confiança, para as pessoas que necessitarem de tal auxílio. Quanto ao acesso à seção: "está tudo tranquilo, sem qualquer problema".

Ainda no Arruda Mello, o funcionário público municipal, Wilson Dundes, 67 anos, não teve dificuldades para andar com sua bengala. Embora tivesse que subir alguns degraus para chegar à sua seção, disse que este ano a acessibilidade estava melhor, já que, nos anos anteriores, tinha que subir lances de escada para alcançar seu destino. "Ficou ótimo com as seções todas no térreo. Facilitou bastante", diz.

 

Adaptação


Depois de ter sido alvo de um erro médico aos três meses, Elenilson Carlos Fortaleza Souza, teve parte dos membros comprometida. Agora, aos 41 anos, diz que não deixa de votar, o que sempre faz na EE (Escola Estadual) Fernando Costa, com emprego de sua cadeira motorizada. "A entrada na escola foi tranquila. Tenho que exercer minha cidadania e espero que o eleito olhe com mais carinho, garantindo cada vez mais o acesso para nós", comenta.

Com mobilidade reduzida temporariamente, a chefe de cozinha Maria Aparecida da Silva Saraiva, 52 anos, teve que procurar sua seção usando muletas. Para tal, contou com a ajuda de seu filho, que a conduziu até o elevador do colégio. "Sofri um acidente. Fui atropelada e quebrei fêmur, tíbia, tornozelo. Por isso estou assim, de muleta. Achei que já teria melhorado até a eleição, mas, mesmo assim, não deixo de votar", relata.

 
Publicidade

Veja também