Ação expõe relação entre doença renal e obesidade

PRUDENTE - ANDRÉ ESTEVES

Data 10/03/2017
Horário 05:33


Em alusão ao Dia Mundial do Rim, o Carim (Associação de Apoio aos Renais Crônicos e Transplantados) promoveu ontem, no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do Jardim Cambuci, uma ação de atendimento ao público, com o objetivo de orientá-lo a respeito da doença renal crônica e sua relação com outras patologias, como a hipertensão, a diabete e, com especial atenção, a obesidade. De acordo com o Instituto Pró-Rim, em 2025, 18% dos homens e mais de 21% das mulheres do mundo serão obesos, sendo que a condição grave da doença atingirá 6% da população masculina e 9% da feminina. Em determinados países, o problema já faz parte da vida de mais de um terço da sociedade adulta e gera altas despesas para a área de saúde.

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Aferição de pressão arterial e teste de glicemia foram serviços prestados na iniciativa

De acordo com o nefrologista Gustavo Navarro – que ministrou ontem, no Centro Cultural Matarazzo, palestras sobre a temática –, embora a obesidade e a doença renal crônica sejam doenças graves, são simples de serem evitadas. Para tal, a melhor iniciativa é a mudança do estilo de vida e a adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios, a hidratação correta e uma alimentação saudável. "Ao aderir a essas mudanças, você não estará apenas evitando a obesidade, mas o surgimento da hipertensão e diabete, que são fatores preponderantes para a doença renal crônica", expõe. Durante os eventos, o especialista falou sobre as perspectivas de tratamento das quais os profissionais da saúde dispõem hoje. "Para a obesidade, há a aplicação de medicamentos que diminuem o apetite e a absorção de glicose, ao passo que, para a doença renal crônica, se fazem necessários um estilo de vida mais saudável e o tratamento conservador, com o objetivo de impedir ou atrasar a diálise", denota.

Conforme a assistente social do Carim, Elaine de Oliveira Almeida, a ESF (Estratégia de Saúde da Família) do Jardim Cambuci encaminhou a população de risco, como hipertensos e diabéticos, para o Cras, a fim de passar pelos exames ofertados. "Os pacientes fazem o teste de glicemia para identificar a taxa de glicose no sangue e verificam o IMC com a finalidade de saber se estão dentro do peso ideal", salienta.

Profissionais de saúde da Fapepe/Uniesp (Faculdade de Presidente Prudente) também realizaram a aferição de pressão e levantaram dados dos participantes para verificar a necessidade do teste de creatinina, responsável por identificar a doença renal crônica. Segundo a enfermeira e professora da Fapepe, Renata Chagas, quatro fatores são analisados neste sentido. "Caso o indivíduo tenha hipertensão, diabete ou histórico familiar delas, fazemos o encaminhamento para um laboratório. Na eventualidade de ocorrer resultado positivo, solicitamos outros exames complementares e, se for comprovada a doença renal crônica, damos andamento na terapêutica", ressalta.

Elaine acrescenta que os pacientes com resultados alterados no teste de glicemia eram guiados, por sua vez, aos acadêmicos de Medicina da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). De forma simultânea, o público presente teve acesso a orientações nutricionais, informações sobre massagem cardíaca e, no caso das mulheres, o exame preventivo do câncer do colo de útero, uma vez que, no dia anterior, foi lembrado o Dia Internacional da Mulher, data em que, segundo a assistente social, também deve ser enfatizada a atenção à saúde do público feminino.

A dona de casa Maria Helena Prado, 60 anos, esteve no Cras do Cambuci para resolver outra pendência e acabou aproveitando o ensejo para realizar os testes rápidos. "Eu nunca fiz, porque jamais tive histórico das doenças, mas passei por uma consulta nesta semana e o médico disse para eu me controlar, senão teria diabete. Ainda bem que, segundo os exames, está tudo certo", pontua.

 
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