A velhinha

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista sem contraindicações

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 27/02/2025
Horário 05:30

Foi numa missa no começo da noite de domingo que tudo aconteceu. Depois de concluir sua homilia, o padre Eusébio resolveu bater um papo com os fiéis. Perdão foi o tema escolhido pelo piedoso sacerdote. E mandou a pergunta: "Quantos de vocês já conseguiram perdoar seus inimigos?"
Silêncio "ensurdecedor" na igreja. Em seguida, a maioria levantou a mão, exceto uma velhinha que estava na segunda fileira. Surpreso, o padre perguntou à distinta idosa: "Dona Mariazinha, a senhora não está disposta a perdoar seus inimigos?"
A velha fez muxoxo, quase deu uma cuspida e, com ar superior, falou docemente, embora sem doce naquele momento: "Eu não tenho inimigos". De novo intrigado, o pároco comentou: "Isso é muito raro". 
O padre continuou conversando com a fiel. "Quantos anos a senhora tem?", perguntou. Lacônica, a velhinha respondeu: "108 anos!" Os demais fiéis - eram muitos - aplaudiram longamente a idosa, uma mulher centenária.
De novo surpreso, o padre quis saber da idosa como se vive "108 anos sem ter inimigos". "Venha nos contar", acrescentou o religioso. Com dificuldade e com as mãos trêmulas, a sábia macróbia dirigiu-se ao altar, pegou o microfone e, olhando para o público emocionado, mandou ver: "Repito: não tenho inimigos. Já morreram todos aqueles FDPs". Mais não disse nem lhe foi perguntado.

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Sou a favor da rota da seda e do sedã.

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O difícil não é fácil.
(Tim Maia em entrevista ao Juca Kfouri)

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