A conexão entre obesidade, distúrbios do sono e saúde cardiometabólica

OPINIÃO - Osmar Marchioto Jr.

Data 07/06/2024
Horário 05:40

A relação entre obesidade e distúrbios do sono é uma preocupação crescente na medicina, especialmente devido ao impacto significativo que essa combinação tem na saúde cardiometabólica. Imagine uma noite de sono interrompido, onde o corpo luta para respirar adequadamente ou simplesmente não consegue relaxar. Para muitos, essa é uma realidade diária que, quando combinada com a obesidade, pode desencadear uma série de problemas de saúde graves.
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um dos distúrbios do sono mais comuns entre pessoas obesas. Esse distúrbio se caracteriza por interrupções repetidas na respiração durante o sono, causadas pelo bloqueio das vias aéreas superiores. O excesso de tecido adiposo na região do pescoço e garganta pode colapsar as vias respiratórias, fazendo com que o sono seja constantemente interrompido. Isso resulta em noites de sono fragmentado, deixando a pessoa cansada e desgastada ao longo do dia.
Já a insônia, outro distúrbio do sono comum, afeta a capacidade de adormecer ou manter o sono. Em indivíduos obesos, a insônia pode ser agravada por fatores como desconforto físico, problemas respiratórios e até questões emocionais, como ansiedade e depressão, frequentemente associadas ao excesso de peso. A falta de sono adequado aumenta os níveis de hormônios do estresse, como o cortisol, que podem aumentar o apetite e contribuir para a resistência à insulina, agravando ainda mais a obesidade.
Essa combinação de obesidade e distúrbios do sono cria um cenário propício para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, como hipertensão arterial arritmias e diabetes. A privação de sono desregula o metabolismo, aumentando a resistência à insulina e os níveis de glicose no sangue. Além disso, a fragmentação do sono e a falta de oxigênio intermitente associada à AOS promovem inflamação no corpo, um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares.
Romper esse ciclo vicioso é crucial. A perda de peso pode melhorar significativamente os sintomas da apneia obstrutiva do sono, enquanto adotar boas práticas de higiene do sono pode ajudar a combater a insônia. Além disso, tratar precocemente as doenças cardiometabólicas pode prevenir complicações mais graves.
É fundamental entender essa interligação para desenvolver estratégias eficazes de prevenção e tratamento. Profissionais de saúde devem estar atentos a esses fatores inter-relacionados e trabalhar de forma integrada para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Imagine uma vida onde o sono é reparador e o peso está sob controle, resultando em uma saúde melhor e mais equilibrada. 
Compreender a conexão entre obesidade, distúrbios do sono e doenças cardiometabólicas é o primeiro passo para uma vida mais saudável e plena. Desenvolvendo as habilidades corretas, podemos quebrar esse ciclo e promover um futuro mais saudável para todos.

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