"Vale Tudo"

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 01/04/2025
Horário 08:00

A nova versão da novela “Vale Tudo” estreou esta semana. Sempre é bom honrar a versão original escrita por Gilberto Braga e Aguinaldo Silva e exibida originalmente em 1988. Nunca uma trama continuou tão atual: vale a pena ser honesto no Brasil? A trama mostra a trajetória da batalhadora Raquel Acioli (Regina Duarte), que tem a honestidade como lema e trabalha com afinco vendendo lanches na praia até se tornar dona de uma cadeia de restaurantes, em contraponto à filha golpista Maria de Fátima (Glória Pires) que usa de meios excusos para subir na vida a qualquer custo. Em meio à batalha, a presença da toda poderosa Odete Roitman (Beatriz Segall), que passa como um trator em cima de todos por ser milionária: arrogante, preconceituosa, xenófoba invertida (abominando tudo que se relacione ao Brasil). A novela paralisou o Brasil, principalmente quando Odete é assassinada misteriosamente. Na trama original, a assassina foi Leila (Cássia Kiss), que a matou ironicamente, pensando se tratar de Maria de Fátima. Um elenco primoroso completava o elenco: Renata Sorrah, Reginaldo Farias, Antônio Fagundes, Carlos Alberto Riccelli, Nathália Timberg, Lília Cabral, Pedro Paulo Rangel, Lídia Brondi, Cássio Gabus Mendes, entre outros. 
    
“Respeitando a fé do idoso dependente”
A dependência do idoso é uma possibilidade frequente ao longo do envelhecimento, quer seja física, social, intelectual, emocional ou financeira. A perda de suas capacidades motoras e cognitivas contribui em muito para que o idoso necessite do apoio de familiares ou cuidadores ao longo de suas atividades básicas e instrumentais da vida diária. Tornar-se dependente não representa obrigatoriamente a perda da autonomia, ou seja, do poder de decisão sobre suas escolhas e vontades. A velha ideia de que o idoso volta a ser uma criança é uma mentira deslavada no que se refere à incorporação das ideias do outro. Mesmo dependente, o idoso é um ser pleno que construiu suas histórias, verdades e crenças, e a dependência não pode significar que ele abdique de sua fé. É muito comum, que familiares e cuidadores passem a ter atitudes de sargento mandão com apito na boca, decidindo e comandando tudo para o idoso (e na grande parte das vezes com boas intenções), mas não se deve apagar o indivíduo que está ali. Respeite a fé do idoso, facilitando o acesso a ela, quer seja possibilitando idas aos cultos, missas e encontros espirituais que o mesmo sempre participou. Não use a fragilidade do idoso, para querer doutriná-lo ou trazê-lo para o seu rebanho simplesmente porque ele passou a depender de você. Este respeito se estende para o momento final e partida do idoso, respeitando os atos religiosos que ele gostaria de receber: como exemplo, não cumpra protocolos católicos, se o idoso era evangélico, e nem deixe de fazer as honras de um católico (como extrema unção ou missas de sétimo dia e 30º dia), porque você, filho, se tornou evangélico. Respeitar a fé alheia é também ato de amor, e lembre-se que nem tudo é sobre si ou sobre sua fé. 

Dica da Semana

Novelas

“Vale Tudo”: 
O remake é a grande aposta da Globo para comemorar os 60 anos da emissora, com uma trama que promete novamente fisgar o telespectador. Dentre o elenco, a presença de atores maduros como Débora Bloch (Odete Roitman), Alexandre Nero (Marco Aurélio), Matheus Nachtergaele (Poliana), Leandro Firmino (Jarbas), Luís Mello (Bartolomeu), Edvana Carvalho (Eunice), Tato Gabus (Alfredo), Maria Padilha (Laurita) e Antônio Pitanga (Salvador).

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