Telemonitoramento na saúde

OPINIÃO - Daniela Garcia Damaceno

Data 01/04/2021
Horário 04:30

No cenário da pandemia, a organização do processo de trabalho precisou ser readequada. Serviços que utilizassem tecnologias de informação e dispositivos tecnológicos, ferramentas tão utilizadas em países como Estados Unidos, Inglaterra e Portugal, passaram a ser impulsionadas como estratégias complementares aos serviços presenciais, com a finalidade de controlar o fluxo de pessoas nos serviços de saúde diminuindo o risco de contaminação. 
O serviço de telemonitoramento, isto é, o monitoramento com auxílio de dispositivos tecnológicos, tem o intuito de acompanhar usuários, avaliar sintomas determinando a necessidade de uma reavaliação presencial e/ou encaminhamento para outras especialidades. Desse modo, ele visa auxiliar e otimizar o acesso da população aos serviços de saúde.
Fundamentado na atuação interdisciplinar, ele oferece o suporte clínico a usuários, complementando a assistência presencial. Assim, oferta-se cuidado à população em diferentes pontos da rede de atenção à saúde. 

O telemonitoramento realizado em conjunto faz o equilíbrio entre serviços presenciais e não presenciais

Seguindo a tendência mundial, parcerias entre universidade e os serviços de saúde mostram-se fundamentais para atender as demandas provenientes dos processos de transição demográfica e epidemiológica, com o aumento significativo da população idosa e das doenças crônico-degenerativas. Nesse contexto, o telemonitoramento realizado em conjunto faz o equilíbrio entre serviços presenciais e não presenciais, tão necessário para o atendimento a esta demanda que cresce exponencialmente. Em Presidente Prudente, cursos da saúde de uma universidade particular desenvolvem essa atividade.
Pode-se dizer, então, que o serviço é uma ferramenta importante no cenário da pandemia. É um potente ambiente de formação profissional estimulando o raciocínio clínico e habilidades comunicativas dos alunos. Além disso, ele é fundamental no controle das condições crônicas, na melhoria da qualidade de vida dos usuários a partir do estímulo ao autocuidado apoiado e possibilita a extensão do acesso dos usuários, ampliando a capacidade de desenvolvimento do cuidado longitudinal. 


 

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