Áreas comerciais na região se divergem

Ontem, a reportagem encontrou, em diversos municípios, várias situações, regulares e irregulares, em relação à fase mais rígida da flexibilização

REGIÃO - GABRIEL BUOSI

Data 17/06/2020
Horário 05:45
Cedida - Comércio de Santo Anastácio foi um dos que estiveram abertos normalmente ontem
Cedida - Comércio de Santo Anastácio foi um dos que estiveram abertos normalmente ontem

Na região de Presidente Prudente, depois do anúncio de que nesta semana haveria uma regressão de fase na flexibilização, voltando para a mais restrita, o cenário encontrado em relação ao comércio foi o mais diverso nos municípios apurados por este periódico. Foi possível localizar desde estabelecimentos com portas totalmente fechadas, e até mesmo cidades com lojas funcionando normalmente. Independente do cenário, o decreto estadual determina que a região toda mantenha as atividades comerciais interrompidas até segunda ordem.

 

Em Indiana, por exemplo, conforme apurado, apenas os serviços essenciais foram encontrados abertos durante todo o dia de ontem. Um dos fatores para que isso ocorresse foi o fato de que a Prefeitura, antes mesmo do anúncio de que a região deveria regredir de fase, já havia recuado e decretado o fechamento das atividades comerciais, na preocupação com o número crescente de novos casos. Com a população praticamente toda respeitando o isolamento, pelo que foi apurado, o município conta ainda com um controle por meio de barreiras que foram criadas nas duas entradas da cidade, que medem a temperatura dos motoristas e acompanhantes que chegam ao município.

Comércio seguia normalmente

Em Mirante do Paranapanema, o cenário encontrado foi o de ruas lotadas e dificuldade para localizar um lugar para estacionar o carro na tarde de ontem. A Rua Cuiabá, principal fomentadora do comércio local, estava quase que em sua totalidade com as lojas abertas e a população em busca de itens como roupas e sapatos. Além disso, foi relatado que tanto crianças quanto idosos estavam nas ruas, mesmo que de máscaras, e de pessoas, em casos pontuais, que deixavam o item de proteção no queixo ou sequer portavam uma.

Já em Santo Anastácio, ontem, o comércio seguia com seu funcionamento normal, visto que a própria Associação Comercial do município divulgou nas redes sociais o horário de funcionamento para a ocasião, que ocorreu entre 8h e 18h, desde que com o uso de máscaras e demais medidas de higiene. Ao ser questionado sobre a abertura diante do decreto, o presidente Luiz Carlos Silva afirmou que “sabia do risco que estavam correndo em manter aberto o comércio”.

“AS PREFEITURAS DEVEM RESPEITAR A DETERMINAÇÃO ESTADUAL, SOB PENA DE SEREM BARRADAS PELA JUSTIÇA, INCLUSIVE POR INICIATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO”

Governo do Estado de SP

No entanto, ressaltou que a previsão era de que a partir de hoje, as portas dos comerciantes ficassem fechadas, em obediência ao decreto estadual. Em live no fim da tarde de ontem, o prefeito Roberto Volpe (PMDB) confirmou que o comércio nesta quarta-feira estará fechado e que haverá fiscalização.

Portas estavam "entreabertas"

Já em Presidente Venceslau, conforme apurado por este diário, algumas portas do comércio seguiam “entreabertas”, com a possibilidade de a população ser atendida na calçada, mas com o impedimento de entrada das pessoas dentro das lojas. Segundo foi relatado para a reportagem, o uso de máscaras seguia visível para praticamente toda a população, mesmo com alguns casos pontuais de pessoas que desrespeitavam a medida imposta em todo o Estado. “Os carros estão nas ruas, as pessoas seguem buscando o centro da cidade”, foi um dos relatos obtidos.

Prefeituras devem respeitar o decreto

Em nota, o Estado afirmou que governo de São Paulo instituiu o Plano São Paulo para retomada consciente e faseada da economia, com amparo em critérios estritamente técnicos e nas estatísticas de evolução da pandemia. Alertou que o DRS (Departamento Regional da Saúde) 11 de Presidente Prudente apresentou piora em três dos cinco critérios técnicos do Plano São Paulo, o que fez com que o índice de mortes pelo novo coronavírus subisse em 50% nas duas últimas semanas. A variação nas internações apresentou aumento de 60% e os casos cresceram 75%.

“As prefeituras devem respeitar a determinação estadual, sob pena de serem barradas pela Justiça, inclusive por iniciativa do Ministério Público”, finalizou o Estado.

 

 

 

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