“Prudente de Morais foi o  consolidador da República”, diz historiador

Nascido em 4 de outubro, patrono da cidade foi de vereador a primeiro presidente civil do país

VARIEDADES - DA REDAÇÃO

Data 04/10/2024
Horário 09:11
Foto: Arquivo Nacional
Prudente de Morais marcou a transição do poder militar para o civil
Prudente de Morais marcou a transição do poder militar para o civil

Prudente José de Morais Barros, o primeiro presidente civil do Brasil e patrono de Presidente Prudente, desempenhou um papel fundamental na consolidação da República do país. É o que explica o professor e historiador, Heitor Ribeiro, em participação no programa “À Mesa do Senadinho”.

Nascido em 4 de outubro de 1841, sua carreira política teve início como vereador na cidade de Piracicaba, entre os anos de 1865 e 1868. Durante seu mandato, foi eleito presidente da Câmara Municipal, onde não só liderou sessões legislativas, mas também exerceu funções executivas, o que era comum na época.

Após seu período como vereador, ele continuou na trajetória política, sendo eleito como deputado provincial, deputado geral do Império, governador de São Paulo, senador e, finalmente, o primeiro presidente civil do Brasil.

Prudente de Morais marcou a transição do poder militar para o civil. A República foi inicialmente instituída por militares, marcando um período conhecido como a República da Espada (1889-1894). Nesse momento, dois marechais assumiram a presidência: Deodoro da Fonseca (1889-1891) e Floriano Peixoto (1891-1894).

Em 1894, ocorreu a primeira eleição direta após a promulgação da Constituição de 1891. Entre os 205 candidatos à presidência, o vencedor foi Prudente de Morais, conforme informações do Senado Federal. Sua posse marcou a transição para um governo civil.

Após anos de uma política caracterizada pelo poder de militares, Prudente de Morais enfrentou desafios para pacificar o país e fortalecer a república. “Floriano Peixoto não quis passar o bastão e nem quis fazer a posse do novo presidente. Então, quando Prudente de Morais chega ao Rio de Janeiro, a capital do país na época, ele não tem recepção nenhuma”, explica Heitor Ribeiro. “Isso mostra que naquele momento havia um interesse dos militares de se manterem no poder, principalmente Floriano Peixoto”, destaca.

Conflitos e atentado

Durante seu governo, buscou pacificar o país diante dos conflitos internos. Um dos maiores desafios que enfrentou, enquanto presidente, foi o Arraial de Canudos, revolução liderada por Antônio Conselheiro no sertão da Bahia. Esse confronto resultou em uma violenta batalha entre seus seguidores e as forças governamentais.

Embora tenha conseguido vencer militarmente, o conflito expôs as falhas do governo em entender e dialogar com as demandas do povo. Após a derrubada do Arraial, Prudente de Morais foi até o Rio de Janeiro para comemorar a vitória e o retorno das tropas militares. Durante a celebração, um jovem militar, chamado Marcelino de Melo, tentou contra a vida do presidente, mas não obteve êxito. “Podemos dizer que foi um governo conturbado, mas consolidador da República”, conclui o historiador.

SAIBA MAIS
O 23º episódio do “À Mesa do Senadinho” aborda a vida e legado do patrono de Prudente, explorando sua infância e vida no meio político. O podcast é um projeto educativo que visa levar temas políticos à sociedade de forma mais simples. Acesse o link e assista ao episódio: www.youtube.com/watch?v=AmKSCPicLZ8.




 

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