Hoje é Quinta-Feira Santa e foi numa quinta-feira, há mais de 2 mil anos, que Jesus Cristo (em grego Cristo é sinônimo de iluminado) participou da ceia com seus 12 apóstolos, em Jerusalém, antes de ser preso, torturado e morto por fanáticos religiosos. Foi a última refeição do Mestre, o Rei dos Reis. Aliás, quando Elvis Presley era chamado de rei, o cantor respondia: "Rei é Jesus". O rei do rock estava certo.
Além da última refeição, Jesus também participou da cerimônia do lava-pés, um gesto de humildade só capaz de ser perpetrado pelos iluminados. Como Jesus, claro. Se me permitem um segundo, "aliás", quero te dizer, como dizia Vicente Matheus, que Jesus Cristo seria um espírito com mais de dez bilhões e meio de anos, segundo o espiritismo. Repito: de acordo com o espiritismo. Não estou a especular, como se diz em Portugal. Foi o que eu li ou ouvi, se não me engano no YouTube.
Mas, enfim, Jesus comeu com os apóstolos e, mais tarde, foi preso por guardas do Sinédrio, o movimento religioso comandado pelos canalhas Caifás e Anás, dois grandes FDPs de grife. A pregação de Jesus, com uma mensagem pacifista e espiritualista, incomodava os sacerdotes, que temiam perder seguidores para o Mestre. Daí a bronca e o ódio.
Jesus foi brutalmente espancado. Apanhou muito. Foi impiedosamente torturado. Como a Palestina estava ocupada pelo Império Romano, os canalhas do Sinédrio levaram Jesus até Pôncio Pilatos, o governador da Palestina. Era necessário consultar o governador antes de tomar qualquer decisão sobre o prisioneiro.
É bem verdade que Pilatos queria libertar Jesus, mas o radicalismo prevaleceu e, assim, a multidão, manipulada pelos sacerdotes (olha a CIA antiga), gritou mais alto o nome de Barrabás, cujo prenome também era Jesus, nome comum na Palestina daquela época. Barrabás foi solto e Jesus morreu em seu lugar.
Pilatos, que não praticava pilates, lavou as mãos e, se fosse nosso contemporâneo, estaria fazendo propaganda de sabonete. Depois das decisões entre Pilatos e o Sinédrio, sem contar o apoio "popular" a Barrabás, que fazia guerrilha contra os romanos, os guardas entregaram Jesus aos soldados romanos, que também não economizaram na brutalidade e humilhação contra o nazareno, colocando na cabeça dele uma coroa de espinhos. Consta que um espinho vazou um olho do filho de Deus.
No dia seguinte, Jesus foi crucificado ao lado de dois ladrões, um inocente e o outro culpado, segundo o Novo Testamento. Uma agonia a morte na cruz. Roma chegou a crucificar 5 mil pessoas em um único dia. Muitos demoravam para morrer e, para apressar a morte, suas pernas eram quebradas. Um soldado chamado Longinus espetou Jesus com uma lança.
Jesus morreu às três da tarde de sexta-feira, que passou a ser chamada de Sexta-Feira Santa. Sendo filho de Deus, por que Jesus teve um destino tão cruel? Ele mesmo teria dito que, se quisesse, solicitaria a Deus um Exército de anjos que simplesmente o tiraria da cruz e incineraria os romanos. Quem sou eu, um Baixissimo, para duvidar da palavra do Altíssimo?
Às vezes, penso que Jesus quis deixar claro que, após a morte, a vida continua. O espírito se liberta, enfim, sai da "prisão" (corpo), como diz o jornalista André Trigueiro. A ressurreição é a última grande utopia do ser humano, como dizia o saudoso psicanalista, Hélio Pellegrino. Tomara que a nossa trajetória pelo universo seja eterna. Boa Páscoa!
DROPS DE JESUS CRISTO
Bem-aventurados os mansos de coração porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão a misericórdia.
No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo.