“Diagnóstico precoce é o caminho para possibilidade de cura em até 95% dos casos”

Rafael Sá, mastologista

Saúde & Bem Estar - OSLAINE SILVA

Data 11/10/2020
Horário 09:30
Cedida - Mastologista Rafael Sá fala da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama
Cedida - Mastologista Rafael Sá fala da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

Mestre e doutorando em Mastologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e professor de Medicina da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), o mastologista Rafael Sá fala da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. “Sem dúvidas, esse é o caminho para a possibilidade de cura em até 95% dos casos. Essas pacientes apresentam menor chance de recidiva e de metástases”.

Com a pandemia, as mulheres devem manter seus tratamentos de câncer de mama? 
Sim. O tratamento oncológico deve ser mantido. O atraso em cirurgias mamárias, quimioterapia e radioterapia podem impactar negativamente no prognóstico da paciente. Já o seguimento pós-tratamento pode ser realizado de modo mais espaçado, diminuindo a circulação dessas pacientes nos hospitais e, deste modo, reduzindo a contaminação pela Covid-19.

Com que periodicidade a mulher deve fazer o exame das mamas? 
Anualmente, se o anterior veio normal (BIRADS 1 ou 2). Devemos lembrar que o exame de mamografia é o exame de escolha para o rastreamento, comprovado cientificamente, que reduz a mortalidade do câncer de mama, caso ocorra o diagnóstico precoce.

Qual a orientação de forma geral às mulheres para buscarem um mastologista, uma vez que, normalmente, é orientado que isso deva ser a partir dos 40 anos? 
Quarenta anos é a idade que se inicia o rastreamento do câncer de mama em pacientes assintomáticas. Mulheres de qualquer idade que perceberem alterações na sua mama devem procurar o atendimento médico para avaliação adequada. O acometimento em pacientes mais jovens existe, mas é menos comum. Pacientes com alto risco familiar definido devem ser individualizadas, fazendo uma investigação especial.

Qual a média de mortes de mulheres por câncer das mamas? 
Depende do estadiamento. O estadiamento é classificado de I a IV. O estádio I (tumores menores que 2 centímetros) tem o melhor prognóstico, que é avaliado inicialmente em 5 anos. O estádio IV é quando existe metástase à distância, sendo o pior prognóstico.
 
O diagnóstico precoce pode ajudar na cura do câncer de mama? 
Sem dúvidas! É o caminho para possibilidade da cura em até 95% dos casos. Essas pacientes apresentam menor chance de recidiva e de metástases.
 
Qual o tratamento é feito em uma paciente com câncer de mama? 
O câncer de mama é uma doença muito heterogênea. Nenhuma mulher tem uma doença igual a outra. Depende de muitos fatores: idade, peso, tipo de mama, etnia, ente outros. A terapia pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia e endocrinoterapia. Mas cada paciente recebe uma terapia individualizada. A doença inicial pode evitar o uso da quimioterapia em alguns casos.

Qual o papel da família quando a mulher descobre um câncer desse tipo, que mexe com todo o psicológico, além da questão física? 
Importantíssimo. O apoio familiar, a fé e a confiança na equipe médica são os pilares necessários para um tratamento eficaz.
 
Homens também podem ter câncer de mama? O diagnóstico é o mesmo? 
Sim, mas é raro. Acomete essa população apenas em 1% dos casos. Um estudo realizado pelos alunos da Unoeste, orientado por mim, revelou uma média de dois casos de câncer masculino por ano em nossa região.

SAIBA MAIS
A campanha #OutubroRosa deste ano carrega o slogan da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) – “Quanto antes melhor”. A ideia é chamar a atenção das mulheres para a adoção de um estilo de vida saudável no dia a dia, com a prática de atividades físicas e boa alimentação para evitar doenças, entre elas, o câncer de mama. A SBM quer reforçar que há muita vida após o câncer de mama e que o cuidado com a saúde feminina deve ser olhado com atenção, principalmente neste momento em que o rastreamento e o tratamento foram prejudicados e ainda estão sendo retomados por conta da pandemia de Covid-19. Saiba mais sobre a importância do rastreamento do câncer de mama com o mastologista do Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente, Rafael Sá, no https://youtu.be/3ulG0A7GCI4. 

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