Abril Azul foi estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), como uma forma de conscientizar as pessoas sobre o autismo, assim como dar visibilidade ao TEA (Transtorno do Espectro Autista). Especialmente, o dia 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado no Brasil desde 2018.
O Transtorno do Espectro do Autismo é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito ou hiperfoco e movimentos repetitivos). Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de suporte que necessitam — há desde pessoas com outros transtornos, doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico e, por isso, mesmo estando no “espectro” estão adaptadas e, por serem funcionais, vivem sem limitações aparentes.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, no mundo, existam 70 milhões de pessoas com o TEA — 2 milhões só no Brasil, segundo dados de 2010. Ainda, tem-se estudos que indicam que a cada 44 nascimentos uma pessoa possua TEA.
O tema da Campanha Nacional de 2025 para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é "Informação gera empatia, empatia gera respeito". A campanha de 2025 reforça a importância do conhecimento para a inclusão, aceitação e respeito às pessoas autistas. Estão entre os principais objetivos da campanha: sensibilizar a sociedade sobre as realidades e desafios enfrentados por pessoas autistas; derrubar preconceitos; promover respeito e inclusão para as pessoas atípicas; estimular discussões sobre inclusão, aceitação e acessibilidade; contribuir para um debate cada vez mais necessário sobre a neurodiversidade.
O Abril Azul deve ser evidenciado em todas as esferas das iniciativas pública e privada, nas escolas, nas universidades, no esporte, ou seja, envolver cada vez mais as pessoas típicas para que conheçam mais sobre o TEA e, com isso, haja respeito e empatia.
Aparentemente frases de efeito como “ninguém é igual a ninguém e “lugar de autista é onde ele quiser” parecem apenas frases prontas, mas devem ser faladas a todo momento para que haja mais respeito e integração entre todos. O respeito é a chave para um mundo mais inclusivo. Não devemos pensar essa realidade apenas em situações mais complexas, como em um programa governamental ou uma ação da ONU, mas, também, nas pequenas coisas do cotidiano, tais como, respeitar uma vaga no mercado ou no shopping, não soltar fogos de artifício, na realização de sessões inclusivas nos teatros, cinemas ou em shows musicais.
Em outras palavras, incluir e respeitar é papel de todos e em todos os momentos. As pessoas atípicas agradecem. Que o Abril Azul abra a mente de todos para saber mais sobre o TEA e a respeitar as diferenças. Por isso, vale a pena repetir: "Informação gera empatia, empatia gera respeito"!