O que esperar de 2018?

Marcos Alegre • 09/08/2018 09:21:00

Hoje vou informar o dileto leitor e leitora sobre as eleições presidenciais no Brasil citando um artigo publicado pela Folha de São Paulo e que inicia mostrando que – inelegível, só o Lula, o que deve significar alguma coisa. É com grande alegria que se anuncia o início da campanha eleitoral de 2018, é algo a ser celebrado, porque seja lá o que aconteça de agora em diante, ao menos quer dizer que a campanha de 2014 finalmente acabou.

Os principais personagens de 2014 ainda farão um esforço para a campanha, mas já em um contexto bastante diferente. O que esperar da eleição de 2018? Para quem torce por uma grande transformação depois da crise dos últimos anos, terá uma decepção. Mas não subestimem 2018 porque as coisas estão se mexendo. O dado fundamental sobre a eleição deste ano é que ela acontecerá com a Lava Jato no meio do caminho. Todo mundo já está desmoralizado, mas quase ninguém está inelegível, só o Lula o que deve significar alguma coisa. De qualquer forma não vai ser a eleição de grande renovação ou da purificação do sistema político brasileiro.

Mas não há nenhuma possibilidade de o próximo presidente dispensar o apoio dos denunciados ou dos que deveriam ter sido denunciados. Alguns candidatos vão brigar com todas as suas forças para conseguir o apoio da velha direita fisiológica que sabemos como joga. Mas então é isso, não muda nada com a eleição de 2018. Talvez mude, mas a renovação não vai ser agora, porém, a política brasileira vai mudar nos próximos anos. E a eleição presidencial pode determinar quem vai largar com vantagem nessa reorganização.

Com a provável saída de Lula desse cenário abriu-se a disputa pela liderança da esquerda brasileira nos próximos anos. Não é uma briga por 2018, é um desafio pedetista à liderança que o PT exerceu na esquerda desde 1989. A mesma coisa está acontecendo na direita. Se o PSDB perder essa eleição é bem possível que o partido se acabe.

Aqui se falou dos candidatos à presidência e nada sobre os vices. Diz-se que pessoas convidadas não aceitam. Talvez valha a pena dizer aqui o que um cidadão, que faz parte das classes dominantes, para manter sua riqueza a melhor solução é apoderar-se do Estado. É o que pretendem os que dizem não aos convites para a posição de vice, pois querem mais que isso, ou seja, o cargo maior: Presidente da República.

Em um período em que as burocracias partidárias protegem seus candidatos corruptos, talvez a renovação venha pela competição entre partidos ideologicamente semelhantes. Neste período em que se fala apenas nas eleições deste ano em que os candidatos de todo país apresentam suas propostas não se sabe se alguns deles focaram o que pequena reportagem da Folha de S Paulo que diz: Sem rádio e televisão, 5 milhões vivem em deserto de notícias no Brasil.

Posso dizer algo porque há alguns anos atrás estive com colegas da Unesp em vários locais na Amazônia e pudemos ver que muitas pessoas viviam mais ou menos como se estivessem no começo do século  20.  Vimos à famosa casinha pendurada às margens de um rio e as casas quase todas de madeira. Claro que deve ter havido mudanças, mas minha memória ainda é aquela. Nesta eleição cada brasileiro terá o poder de decidir quem será o melhor gestor, quem tem capacidade pra fazer reformas e criar uma nova política. Vamos, a partir de hoje, construir uma nova história para um Brasil do tamanho dos nossos sonhos.

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